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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Famup diz que prefeitos não terão como pagar aos servidores

O presidente da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes, descreveu um quadro caótico para janeiro, nas prefeituras paraibanas. O aumento do salário mínimo de R$ 788 para R$ 880 vai ter um impacto de R$ 128,7 milhões na folha de pagamento dos municípios, contabilizando os encargos sociais. Atualmente, de acordo com os sindicatos de servidores municipais, mais de 50 prefeituras têm atrasado salários dos servidores. Isso com o quadro atual. A partir de janeiro o problema será potencializado.

O aumento do salário mínimo foi de 11,67%, quase nada acima da inflação do período. Tota Guedes lembra que o problema tende a piorar para a gestão financeira das cidades por causa do reajuste do piso da educação, previsto para fevereiro. O piso, vale lembrar, é nacional. “Isso tudo em um ano com previsão de retração da economia de quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB)”, reforçou o presidente da Famup. A estimativa dele é que pelo menos 30 prefeitos com direito à reeleição desistam da vida pública.

A dica da Famup para que os gestores fujam da crise é ajustar as despesas à receita. “Temos prefeitos que fizeram isso reduzindo até os próprios salários”, reforçou Guedes, em referência aos prefeitos de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), e de Patos, Chica Motta (PMDB). A maioria dos municípios paraibanos se mantém exclusivamente com recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O dinheiro tem como base a arrecadação do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda, tanto de pessoa física quanto das jurídicas. Ambos estão em queda.

Ou seja, ou os prefeitos economizam e cortam os babões da folha ou não vão segurar a crise.
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