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domingo, 3 de janeiro de 2016

Aedes aegypti: maior desafio do verão será combater o mosquito

Os dias quentes de verão, quando há a ocorrência de chuvas esparsas e calor, são potencializadores da reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. É um verão diferente, um verão onde o principal desafio será combater os focos do mosquito que vem ameaçando a saúde da população brasileira. Na Paraíba, o alerta é total, sobretudo depois que o Ministério da Saúde passou a relacionar casos de microcefalia em bebês com o vírus zika. A doença já chega a 40% dos municípios paraibanos com a notificação de 476 casos. Quem vai viajar, deve tomar o cuidado de eliminar possíveis criadouros em casa.

O cuidado que é necessário durante todo o ano, deve ser intensificado no período de verão, segundo informou o gerente operacional da Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde (SES). “A secretaria vem apoiando os municípios no combate ao mosquito. No verão, as chuvas esparsas facilitam a proliferação do Aedes aegypti, por isso não podemos descuidar. A ação precisa ser contínua e ter a colaboração de todos”, afirmou.

Segundo Moreira, cerca de 80% dos focos do mosquito estão no interior das residências, em vasos, garrafas e demais objetos que podem servir de criadouro para o Aedes aegypti. Dentre as ações já anunciadas estão o 'Sábado da Faxina – não dê folga para o mosquito da dengue', campanha lançada pelo Ministério da Saúde, e a 'Quarta da Faxina', instituída pelo governo do Estado.

Além dessas ações, conforme o gerente operacional, a SES orienta que os municípios visitem 100% dos seus imóveis durante os meses de janeiro e fevereiro. “É preciso convocar todos para o combate ao mosquito. Guarda Municipal, guarda civil, Vigilância Sanitária Municipal. O gestor tem obrigação, mas a sociedade também tem que se envolver”, declarou Moreira. É importante destacar que o período de nascimento do mosquito é muito maior no período de calor, por isso a importância de reforçar o combate.

Ainda de acordo com o gerente, o papel do cidadão é fundamental para vencer o Aedes aegypti. “A sociedade é responsável pelas benfeitorias e pelos seus erros. Consequentemente, quando a gente erra, acaba pagando um preço alto. Até nossos familiares acabam sendo vítimas nesses casos”, frisou. Nos municípios, a secretária faz a orientação técnica aos agentes de combate às endemias e o fornecimento de larvicidas.


Planejamento semanal em JP

Em João Pessoa, os planos de combate ao mosquito Aedes aegypti serão traçados semanalmente, durante reuniões com representantes das secretarias municipal e estadual. O que se sabe, por enquanto, é que as ações serão intensificadas nas próximas semanas quando há possibilidade de chuva. “O alerta agora é bem maior porque a reprodução do mosquito é favorecida com a chuva e a alta temperatura”, destacou Nilton Guedes, gerente da Vigilância Ambiental em Saúde e Controle de Zoonoses.

Segundo ele, com as chuvas intermitentes, o acúmulo de água se torna mais frequente; depois, o aumento da temperatura estimula o desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Nesse período do ano, a oferta de criadouros é bem maior. É importante que a população evite qualquer depósito de água. Todas as secretarias estão voltadas para a conscientização de toda a sociedade no combate ao Aedes aegypti”, frisou.

O gerente disse que é possível observar a mudança de comportamento da população, que se mostra mais preocupada em erradicar os focos de proliferação dos mosquitos. “A imprensa tem tido um papel fundamental nesse processo, informando sobre os riscos de manter água parada e as doenças causadas por essa atitude. Além disso, a imprensa tem feito o papel de cobrar do poder público ações eficazes de combate ao Aedes”, explicou.

DENÚNCIAS
Em relação às denúncias, Guedes disse que o número vem aumentando a cada semana. “Só em 2 dias tivemos 223 denúncias, um número bem representativo. Agora o que vamos buscar é uma maneira de fazer a triagem de uma forma mais rápida. Acontece, muitas vezes, que um mesmo foco do mosquito é denunciado por vários meios – aplicativo no celular, telefone e redes sociais. “Precisamos estimular as denúncias, mas ao mesmo tempo precisamos organizar isso”, pontuou o gerente.

Vai viajar? Antes de sair de casa, verifique:

- Baldes esquecidos no quintal;
- Pratos de planta na varanda do apartamento;
- Caixa d'água (que deve ficar vedada);
- Calhas (que devem estar limpas);
- Pneus;
- Garrafas e baldes (devem ficar vazios e virados para baixo).

Atenção:

O ciclo de reprodução do mosquito Aedes aegypti, desde o ovo à forma adulta, pode levar de 5 a 10 dias. Por isso, mesmo em uma viagem curta, é preciso ficar atento. Um balde esquecido no quintal, uma tampinha de refrigerante ou uma planta na varanda do apartamento podem se transformar em criadouros do mosquito.

Saiba mais.

Uma das formas de denúncia de focos de mosquito é pelo aplicativo 'Aedes na mira', desenvolvido pela Companhia de Processamento de Dados da Paraíba (Codata). Durante a semana cerca de 70 denúncias são recebidas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), que repassa os casos aos municípios, que são responsáveis por investigar a veracidade. Os principais casos foram de água acumulada e sem uso e terrenos baldios nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Catolé do Rocha.

Outro aplicativo é o 'Xô dengue', que também recebe denúncias de focos de mosquito. A população, em João Pessoa, também pode ligar para (83) 3214-5718 ou 0800 2828 7959.
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