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sábado, 2 de janeiro de 2016

O CARÃO DO PAPA NA GRANDE MÍDIA: “Divulguem grandes gestos de bondade e ofusquem a arrogância do mal”

247 – Em sua terceira cerimônia pelo Ano Novo, o papa Francisco defendeu, nesta quinta-feira 31, que os meios de comunicação precisam abrir mais espaço para histórias inspiradoras e positivas para contrabalançar a preponderância do mal, da violência e ódio no mundo.

A mensagem foi dada a cerca de 10 mil fiéis em uma solene cerimônia tradicional às vésperas do fim de ano, o “Te Deum” de ação de graças, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Para o pontífice, a mídia não deveria permitir que “grandes gestos de bondade” para ajudar os necessitados sejam “ofuscados pela arrogância do mal”.

Um dia depois do discurso do papa, a Folha de S. Paulo produziu a capa mais depressiva para um Ano Novo, neste 1º de janeiro de 2016, ao prever que 2,2 milhões de brasileiros deverão perder seus empregos em 2016 e anunciar que o “mercado de trabalho só deve começar a se recuperar em 2018″, segundo especialistas.

O jornal da família Frias também assina um editorial intitulado “Poucas esperanças”, no qual afirma que “pelo menos no que diz respeito à economia, o ano que ora começa carrega poucas esperanças de renovação” e que “a crise de 2015, infelizmente, continuará presente em 2016″.

Leia abaixo reportagem da Reuters sobre a mensagem do papa:

Mídia precisa dar mais espaço para boas notícias, diz papa após ano sombrio

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) – Os meios de comunicação precisam abrir mais espaço para histórias inspiradoras e positivas para contrabalançar a preponderância do mal, da violência e ódio no mundo, disse o papa Francisco nesta quinta-feira em sua mensagem de fim de ano.

Francisco recebeu cerca de 10 mil fiéis em uma solene cerimônia tradicional às vésperas do fim de ano, o “Te Deum” de ação de graças, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Em sua breve homilia, Francisco disse que o ano encerrado foi marcado por muitas tragédias.

“Violência, morte, sofrimento indizível de tantas pessoas inocentes, os refugiados forçados a deixar seus países, homens, mulheres e crianças sem lar, alimentos ou meios de subsistência”, afirmou.

Mas ele disse que também houve “muitos grandes gestos de bondade” para ajudar os necessitados “mesmo que eles não apareçam em programas noticiosos da televisão (porque) as coisas boas não fazem notícia”.

Ele disse que a mídia não deveria permitir que tais gestos de solidariedade sejam “ofuscados pela arrogância do mal”.

O papa argentino, em sua terceira cerimônia pelo ano-novo desde sua eleição em 2013, condenou a “sede insaciável de poder e a violência gratuita que o mundo viu em 2015″.
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