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sábado, 9 de janeiro de 2016

PT E PMDB PODEM TER RECEBIDO PROPINA ATRAVÉS DE FUNDOS DE PENSÃO


A Procuradoria-Geral da República suspeita de que o PT e o PMDB também receberam propina em fundos de pensão e no FGTS. De acordo com reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, a suspeita foi levantada após mensagens interceptadas no celular do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro.


Ainda segundo a reportagem, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto cobraram "vantagens Indevidas" por operações de capitalização das empresas do grupo OAS. Em troca, Cunha e Vaccari receberam propina, que teria abastecido o caixa do PT e PMDB.

Estão sob suspeita emissões de debêntures que tiveram adesão de bancos estatais, fundos de pensão e o FI-FGTS. Empresas do grupo OAS emitiram quase R$ 3 bilhões em títulos desde 2010.

De acordo com a “Folha”, Vaccari pediu em um telefonema, em abril de 2013, um encontro pessoal com Pinheiro. Na ocasião, o ex-tesoureiro do PT manifestou o interesse em receber “parte da propina” para intermediar em favor de recursos da Funcef, o fundo de pensão da Caixa, que seriam destinadas à OAS.

A abertura de um novo front na Lava Jato da suposta corrupção na captação de recursos no mercado de capitais é alimentada também por citações de Pinheiro à Previ e ao Banco do Brasil. Mensagens de 2012 fazem menção a uma pessoa identificada como RF. Para a investigação, trata-se de Ricardo Flores, presidente da Previ (fundo de pensão do BB), também ligado ao PT.

Em relação a Cunha, a PGR acredita que o pemedebista tenha cobrado para intermediar uma operação de venda de R$ 250 milhões em debêntures para o Fundo de Investimento do FGTS.

Em 2014, em um dos diálogos interceptados pela Polícia Federal, Cunha ainda reclama com o empreiteiro sobre o fato de ele ter depositado "5 paus" diretamente para o Michel, referindo-se supostamente ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). O parlamentar também mencionou o nome do ex-ministro da Aviação Civil Moreira Franco – um dos aliados mais próximos do vice-presidente – e dos ex-deputados do PMDB Henrique Eduardo Alves (atual ministro do Turismo) e Geddel Vieira Lima.

“E vc ter feito 5 paus para MICHEL direto de uma vez antes. Todos souberam e dá barulho sem resolver os amigos", escreveu Cunha. "Até porque Moreira tem mais rapidez depois de prejudicar vcs do que os amigos que brigaram com ele por vc, entende a lógica da turma? Aí inclui Henrique, Geddel, etc", complementou.

Na resposta, Léo Pinheiro fez um alerta: "Cuidado com sua análise. Lhe mostro pessoalmente a qte de amigos!!!!!!", enfatizou.
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