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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

É HOJE O DIA DE LUCY ALVES: Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense desfila a partir das 2:30 da madrugada



Mais seis escolas do Grupo Especial se apresentam no Sambódromo do Rio, a partir das 21h30 desta segunda-feira (8). Vila Isabel, Salgueiro, São Clemente, Portela, Imperatriz e Mangueira disputam o título do carnaval de 2016 com outras seis escolas que se apresentaram no domingo (7). Veja os enredos das escolas desta segunda-feira (8).

Unidos de Vila Isabel
A escola de Noel vai contar a história do político Miguel Arraes, que foi prefeito de Recife e governador de Pernambuco. A trajetória dele será focada principalmente no incentivo que Arraes deu à educação e à cultura popular.

No enredo “Memórias de Pai Arraia. Um sonho pernambucano, um legado brasileiro”, o carnavalesco Alex de Souza conta como Arraes, sensibilizado com a miséria provocada pela seca e preocupado em resolver conflitos sociais entre usineiros e operários entrou para a vida pública. Foi nessa época que ganhou o apelido de Pai Arraia. E pensando na melhoria das condições de vida do povo, convidou intelectuais e educadores e promoveu uma verdadeira revolução na educação e à cultura popular.

A Unidos de Vila Isabel abre os desfiles desta segunda-feira com seis alegorias, 3.800 componentes em 28 alas. O intérprete Igor Sorriso estreia na escola, que tem bateria comandada por mestre Wallan. A rainha de bateria é Sabrina Sato. Phelipe Lemos e Dandara Ventapane formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. Em 2015, a Vila ficou na 11ª colocação.

Acadêmicos do Salgueiro

O abajur lilás decora a alegoria do cabaré no
enredo sobre malandro

A escola vai entrar na avenida para cantar o malandro batuqueiro, vaidoso, que gosta de ser vestir bem e usa sapato bicolor, que vive pelos bares e pelos cabarés. O Salgueiro vai contar a história do malandro que sabe se virar na rua como ninguém, mas que não dispensa a ajuda das entidades religiosas.

No enredo “Ópera dos malandros”, os carnavalescos Márcia e Renato Lage garantem que o malandro é um bon vivant, que não faz mal a ninguém e gosta de se divertir. Ele tem jogo de cintura para driblar as adversidades e não perde uma boa roda de samba. E, acima de tudo, é um ser de paz.

A escola leva para avenida seis carros e um tripé. Os 3.800 componentes vão estar divididos em 31 alas. Os intérpretes Leonardo Bessa e Serginho do Porto dividem o microfone para cantar o samba-enredo. A bateria de mestre Marcão tem como rainha Viviane Araújo. E a porta-bandeira Marcela Alves e o mestre-sala Sidcley defendem o pavilhão vermelho e branco. No ano passado o Salgueiro ficou em segundo lugar.

São Clemente

Desde a Idade Média, o palhaço é ligado ao povo,
à alegria, ao grotesto, em oposição ao recato divino
A única representante da Zona Sul do Rio no grupo, a São Clemente promete mais um desfile calcado na sua mais forte característica: a irreverência. A escola vai falar dos palhaços. Nenhum em especial, mas todos serão lembrados com muito carinho.

No enredo “Mais de mil palhaços no salão…”, a carnavalesca Rosa Magalhães, vai abusar da alegria, das cores e das brincadeiras para falar de uma das personagens mais marcantes do circo. Mas que ninguém pense que o desfile é só brincadeira. Com ironia, a escola vai lembrar também momentos em que o povo é feito de palhaço.

Para brincar na avenida, a São Clemente vai entrar com seis alegorias e 3.000 componentes em 30 alas. O samba vai ficar a cargo do estreante Leozinho Nunes. Os ritmistas ficam sob a batuta de Caliquinho e Gilberto Almeida. A bateria tem como rainha Raphaela Gomes. O casal de mestre-sala e porta-bandeira é composto por Fabrício Pires e Denadir. Em 2015, a São clemente ficou em oitavo lugar.

Portela

A águia da Portela vai fazer uma viagem real e imaginária em busca de conhecimento e de conquistas da humanidade. Pelos olhos da ave-símbolo, a escola vai embarcar na Odisseia de Homero, atravessar o Mar Morto, encarar dinossauros e fazer viagens intergalácticas.

O carnavalesco Paulo Barros explica que o enredo “No voo da Águia, uma viagem sem fim”, tem o objetivo de mostrar que o homem está sempre seguindo em busca de novos territórios, como os navegadores, de objetos, como o Santo Graal, de conhecimento para saber o que existe no universo, e até de novas sensações, quando se lança em aventuras extremas como escaladas aos picos mais altos do mundo. Paulo Barros não esquece nem mesmo as viagens feitas sem sair da cadeira, pelo tecnológico mundo da internet.

Vão embarcar nessa viagem 3.800 componentes em 35 alas e sete carros e dois tripés. A Portela vai se apresentar com dois intérpretes: Gilsinho e Wantuir. O mestre Nilo Sérgio comanda a bateria que tem como rainha Patrícia Nery. O casal de mestre-sala e porta-bandeira é formado por Alex Marcelino e Danielle Nascimento. No ano passado, a Portela ficou em quinto lugar.

Imperatriz Leopoldinense



A primeira parte do desfile da Imperatriz vai retratar
o universo caipira do interior do país

A verde e branco de Ramos promete abalar as estruturas do Sambódromo neste carnaval. Para mexer com o coração de todo mundo, vai homenagear uma das duplas sertanejas mais queridas do país, os irmãos Zezé Di Camargo e Luciano. E haja coração.

O carnavalesco Cahê Rodrigues se inspirou no filme “Dois filhos de Francisco” para compor o enredo “É o amor… que mexe com minha cabeça e me deixa assim… Do sonho de um caipira nascem os dois filhos do Brasil”. Além de contar a trajetória musical da dupla, a Imperatriz também vai lembrar os tempos de criança, a lida na roça e a vida deles no interior de Goiás.

A Imperatriz vai desfilar com 3.800 componentes em 32 alas e sete carros e dois tripés. O samba-enredo vai ser cantado por Marquinhos Art’Samba e acompanhado pela bateria de mestre Lolo. À frente dos ritmistas se apresenta a rainha Cris Vianna. O casal de mestre-sala e porta-bandeira que vai defender o pavilhão é formado por Rogério Dornelles e Rafaela Theodoro. Em 2015, a escola conquistou o sexto lugar.



Estação Primeira de Mangueira
Ela já passou pelo Sambódromo uma vez, quando a mesma Mangueira fez um enredo sobre os Doces Bárbaros. Agora, ao celebrar 50 anos de carreira Maria Bethânia retorna, sozinha, como enredo da verde-e-rosa.  A cantora terá sua vida e obra apresentada na avenida.

O carnavalesco Leandro Vieira deixa claro no enredo “Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá”, vai abordar amplamente o lado religioso da cantora nascida em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. Mas seus sucessos também serão lembrados na avenida.

A Mangueira vai desfilar com 4.300 componentes, em pelo menos 30 alas, seis carros e um tripé. O intérprete será Ciganerey. A bateria será comandada por mestre Ricardo Explosão, e terá à frente a rainha Evelyn Bastos. O pavilhão verde-e-rosa será empunhado pela porta-bandeira Squel e protegido pelo mestre-sala Raphael. No ano passado a Mangueira ficou em décimo lugar.

Fonte: Do G1 Rio

Créditos: Alba Valéria Mendonça
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