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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Excesso de velocidade resulta em 37,7 mil multas na Paraíba

Ao longo da BR-230, placas de sinalização indicam que o limite de velocidade permitido varia de 80 a 110 quilômetros por hora (km/h), conforme o trecho do percurso. Mas, bastam fiscalizações de rotina feitas pelos policiais rodoviários, com a utilização de radares móveis, para revelar a imprudência de muitos condutores nessa rodovia e em outras estradas federais que cortam a Paraíba. Somente no último feriado de Carnaval foram mais de 5.400 multas e o ano de 2015 fechou com o saldo de 37.794 notificações por excesso de velocidade nessas vias. Número que é 404% maior do que o registro pelo mesmo tipo de ocorrência em 2014.

Os dados são da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e mostram que no ano passado foram 7.496 multas por esse tipo de infração nas rodovias que passam pelo Estado. A imprudência é tanta que a infração pode ter sido cometida por um mesmo condutor mais de uma vez e no mesmo dia, segundo o inspetor Eder Rommel. “Acontece muito do motorista reduzir a velocidade quando ver o radar, mas depois ele volta a acelerar e esquece que a cada quatro quilômetros terá outra verificação. Além disso, o alcance de cada radar é de até dois quilômetros de distância”, diz.

Em abril de 2015, a PRF realizou em parceria com o Ministério Público Estadual (MPPB) a 'Operação 299', onde foram identificados motociclistas realizando 'rachas' ao longo da BR-230, entre João Pessoa e Campina Grande, com velocidades que excediam os 200 km/h. Na via, nos trechos flagrados pela polícia os veículos não podiam ultrapassar 110 km/h. “Outro fator que deve ser considerado nesse problema é que a velocidade dá prazer. Tanto que existem esportes propícios para esse tipo de prática. Agora, o motorista que infringe as regras nas rodovias é inconsequente. Então, se a pessoa não se conscientiza pela educação, a polícia atua com a repressão”, lamenta Eder Rommel.

Prova dessa imprudência de muitos condutores são os números de atendimento do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Em 2015, foram 577 vítimas de acidentes de trânsito registrados nas rodovias federais que foram atendidos na unidade hospitalar. Segundo o diretor-técnico Edvan Benevides, a maioria dos acidentados vindos das BRs é do sexo masculino, com idade, em média, na faixa etária dos 14 aos 33 anos, e condutor ou carona de motocicleta.

“Essas pessoas são as que muitas vezes chegam com traumatismo-crânioencefálico e a estatística mostra também que 90% delas são responsáveis pelo próprio acidente”, alertou o médico, revelando ainda que, a morte de pessoas vítimas desse tipo de acidente é mais frequente em jovens com cerca de 19 anos.

Edvan Benevides disse ainda que muitos pacientes oriundos de acidentes nas BRs também cometeram outras imprudências de trânsito, como a falta do uso do capacete e ingestão de bebida alcoólica.


Estresse e agressividade são 'exposição' de problemas no trânsito

Na correria do dia a dia, sobretudo durante o percurso nas vias de circulação em perímetros urbanos, o estresse é um dos grandes vilões dos condutores e pode ser efeito da espera no trânsito. Contudo, tudo vai depender do perfil de quem está no comando do volante, que pode usar as circunstâncias do trânsito como forma de expor os problemas que acontecem na vida agitada que levam.

É o que explica o psicólogo do HapVida Saúde, André Assunção. Segundo ele, um motorista ou motociclista que apresenta um comportamento agressivo no trânsito pode se portar da mesma forma em outros ambientes e interferir no bem estar físico e mental. “Em relação à saúde do motorista, esses fatores podem acarretar dores de cabeça com frequência, dores musculares, problemas gástricos e nasais, assim como problemas e abalos emocionais. A exposição à fatores estressores podem trazer prejuízos para todo e qualquer motorista”, frisa o psicólogo.

O especialista lembra ainda que a falta de paciência e irritabilidade são preponderantes para ocorrência de violência no trânsito. “Pessoas que não conseguem controlar seus impulsos podem partir para a agressão se não estiverem devidamente bem consigo mesmas. Respirar e manter a calma são exemplos positivos”, alertou. 

JP

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