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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Governo prefere vitória de adversário de Aguinaldo Ribeiro na disputa pela liderança do PP

O jornal ‘O Estado de S.Paulo’ informou nesta terça-feira (23) que o presidente nacional do PP, deputado Ciro Nogueira, entrou em campo para tentar solucionar o impasse na disputa pela liderança do partido na Câmara. O dirigente tenta negociar um acordo com os grupos de Aguinaldo Ribeiro (PB) e Cacá Leão (BA), para que um fique com o posto de líder da sigla na Casa, enquanto o que abriria mão da disputa ficaria com o Ministério da Integração, na vaga que será aberta com a futura saída Gilberto Occhi, que está doente.

Segundo a matéria, o Palácio do Planalto tem preferência pela vitória de Cacá Leão, apesar de Aguinaldo Ribeiro já ter ocupado o Ministério das Cidades no primeiro governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo a publicação, os aliados do paraibano são ligados ao presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB).

Apesar da atuação de Ciro Nogueira, nenhum dos grupos revela interesse em aguardar uma suposta saída do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi (PP), que faz tratamento contra um câncer.

Confira a matéria na íntegra:

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), entrou em campo para tentar solucionar o impasse na disputa pela liderança do partido na Câmara. O dirigente tenta negociar um acordo com os grupos de Aguinaldo Ribeiro (PB) e Cacá Leão (BA), para que um fique com o posto de líder da sigla na Casa, enquanto o que abriria mão da disputa ficaria com o Ministério da Integração, na vaga que será aberta com a futura saída Gilberto Occhi, que está doente.

A disputa pela liderança do PP ganhou relevância política, pois, embora em menor proporção quando comparado à eleição para líder do PMDB, tem oposto mais uma vez o Planalto, que tem Cacá como candidato preferido, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cujos aliados apoiam Aguinaldo. O novo líder será o responsável por indicar os integrantes para as quatro vagas na comissão especial do impeachment na Casa a que o partido tem direito.

Ciro Nogueira tem oferecido ao grupo que desistir da disputa pela liderança a “promessa” de que um deputado indicado por eles assumirá o Ministério da Integração. A indicação, contudo, não será imediata. O partido decidiu que vai respeitar o período da licença de Gilberto Occhi para fazer o tratamento contra um câncer de próstata, só indicando o substituto depois. O objetivo é evitar constrangimento com o correligionário, que passa por um problema de saúde.

O presidente do PP vem conversando com os dois grupos desde a última sexta-feira. Os dois grupos têm insistido que preferem ficar com a liderança do que com a promessa do ministério. Alguns apoiadores das duas campanhas apostam que a indicação para a Pasta pode acabar não se concretizando e, assim, o grupo sairia prejudicado. Ciro deve reunir os dois grupos nesta terça-feira, para tentar fechar acordo antes da nova votação, prevista para esta quarta-feira, 24.

Ciro Nogueira confirmou ao Broadcast Político que está tentando negociar um acordo para acabar com o impasse. Apesar de deputados de ambos os grupos confirmarem a proposta do ministério, o senador negou que a Pasta esteja entrando na negociação. Segundo o dirigente partidário, o que vem sendo oferecido na busca por acordo é apenas espaço dentro da Câmara, como a presidência de comissões permanentes a que o partido terá direito.

Impasse O presidente do PP começou a se envolver diretamente na disputa, após a eleição para líder terminar em racha e bate-boca na semana passada. No início da disputa, havia três candidatos: Cacá Leão, apoiado pelo atual líder, Eduardo da Fonte (PE) e preferido pelo Planalto; Esperidião Amin (SC), candidato da oposição, e Aguinaldo Ribeiro, apoiado por aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como o deputado Arthur Lira (AL).

Na primeira votação, nenhum dos três candidatos conquistou a maioria de 21 votos necessária, e a disputa foi para o segundo turno. Empatado em 11 votos com Aguinaldo, Amin foi o escolhido para disputar a segunda etapa contra Leão (17 votos), por ser o deputado mais velho. Minutos antes da votação, contudo, o catarinense abriu mão da candidatura, em prol de Aguinaldo. Eduardo da Fonte, porém, não concordou com a decisão e decidiu prosseguir com a disputa entre Amin e Cacá.

Mais uma vez o segundo turno terminou sem que nenhum dos dois candidatos conquistasse a maioria necessária. Com o impasse, uma nova eleição foi marcada para esta quarta-feira, 24 de fevereiro, às 14 horas. Caso o acordo que Ciro Nogueira tenta costurar não tenha progresso, qualquer deputado do PP poderá registrar candidatura até 12 horas do dia da votação.
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