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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Presidente do Senado é solidário com ex-preso

DP-O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira, 23, que o episódio que levou à prisão e soltura do senador Delcídio Amaral (PT-MS) foi tão "fulminante" que chegou o momento de ouvi-lo. Delcídio, solto por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira, ainda não retomou as atividades parlamentares. Ele responde a um processo por quebra de decoro parlamentar sob a acusação de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

"O senador Delcídio vai exercer o mandato de senador na sua plenitude, na forma da Constituição. O que ele vai falar ou não vai falar é foro íntimo. Quando o Supremo decidiu a primeira vez nós chancelamos. Agora novamente nós vamos chancelar a decisão do Supremo e ele exercerá o mandato. Acho que essa coisa foi tão rápida e tão fulminante, que ele não falou. Talvez é um caso raro de alguém que não falou. Então é hora de o Senado ouvi-lo e saber o que ele tem a dizer", disse o peemedebista, em entrevista.

Renan sinalizou que, até um eventual pronunciamento de Delcídio, não tomará qualquer decisão para impedir que retome suas funções. Ele, por exemplo, não fez a leitura em plenário do pedido feito pelo PT na semana passada para substituí-lo como integrante da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), da qual é presidente. "Se Delcídio vai falar, continuar na CAE ou não, vai depender dele", disse.
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