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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Primeiro trecho da duplicação da BR-230 já tem recursos assegurados

O senador Raimundo Lira (PMDB) revelou, nesta sexta-feira (5), que a duplicação já tem a garantia dos recursos para o primeiro trecho, de 33 km, de Campina Grande até a Comunidade Farinha (Praça do Meio do Mundo).


O Senador Raimundo Lira (PMDB-PB) fez um discurso na tarde desta quinta-feira (04) para anunciar novidades nos projetos de duplicação da BR 230 de Campina Grande a Cajazeiras e de transposição de águas e revitalização do Rio São Francisco. “Conseguimos aprovar no Orçamento do Ministério dos Transportes e, hoje, no Orçamento da União, uma dotação de R$ 165 milhões para começar essa obra”, anunciou Raimundo Lira.

Ele confirmou que os projetos de viabilidade técnica e de impacto ambiental já foram feitos para o primeiro trecho. “É o trecho mais crítico, onde transita o maior número de veículos”. Raimundo Lira relembrou a década de 90, quando exercia seu primeiro mandato de Senador e conseguiu recursos para melhorar as estradas paraibanas e iniciar a duplicação da BR 230 de Cabedelo a João Pessoa.

“Hoje as estradas da Paraíba são, de longe, consideradas as melhores estradas federais do Nordeste e, por conta disso, existe uma preferência por parte dos caminhoneiros e transportadores, para usar as nossas estreadas, especialmente a BR 230, que corta a Paraíba de leste a oeste. E, por conta disso, é que há uma necessidade absoluta, não só por conforto, mas sobretudo por segurança, de que esta BR seja duplicada, para evitar acidentes que tem acontecido com certa frequência”, complementou Raimundo Lira.

Transposição 

Em discurso no Senado nest quinta (5), Lira destacou também que a Paraíba é, de longe, o estado mais beneficiado com o projeto de transposição, com aproximadamente 90 municípios que receberão as águas do Velho Chico. “Até porque o nosso estado é o que tem o menor potencial hídrico de todo o pais e era fundamental que o projeto da transposição beneficiasse, de forma consistente, a Paraíba”.

Ele também citou as chuvas que, neste início de 2016, estão ocorrendo em várias localidades do Nordeste. “A notícia boa do momento é que estamos tendo chuvas em várias localidades, levando água para abastecer açudes que há quatro ou cinco anos não recebiam a quantidade de água necessária para ultrapassar todo o ano, em função da necessidade do seu uso e da evaporação d’água”.

Segundo Lira, as chuvas ainda não estão com a intensidade desejada, mas já significam um alívio, “porque elas vão resolver a questão hídrica emergencial, pois a transposição do Rio São Francisco chegará a esses estados, especialmente a Paraíba, no final de 2016 ou no primeiro semestre de 2017”.

Revitalização 

Em outro trecho do discurso, Lira detalhou projeto de sua autoria, incluído na Agenda Brasil, que trata da revitalização do Rio São Francisco. “Não adianta somente fazer a transposição, se daqui a 15, 20 ou 25 anos a gente não contar com a água do Rio São Francisco que hoje tem menos de 5% correndo em seu leito”.

O projeto, detalhou Lira, cria um percentual sobre o faturamento bruto das empresas que usam água do São Francisco para gerar energia elétrica, especialmente a Chesf e a Três Marias. “Com a cobrança desse percentual, cria-se um fundo permanente, definitivo, sem a necessidade de recursos do orçamento do Tesouro Nacional, para que a revitalização seja permanente”.
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