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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Segundo o TSE, eleitores da PB estão cada vez mais longe das urnas

JP-Estimular a população a participar das eleições é um desafio para a Justiça Eleitoral e para a classe política. O descrédito com os representantes se mostra nos índices de abstenção nos processos eleitorais. Levando em conta apenas as três últimas eleições municipais, a maior taxa de abstenção verificada na Paraíba foi no segundo turno das eleições de 2012, quando 16,6% dos eleitores não votaram. Em Campina Grande, a abstenção alcançou 19% no primeiro turno das eleições de 2008.

O presidente da Câmara Municipal de Campina, Pimentel Filho, acredita que a solução para reduzir o índice de abstenção é aproximar a população do trabalho parlamentar. Para ele, através da participação no Legislativo, a sociedade pode ter conhecimento do funcionamento do parlamento e do papel de cada Poder. “Ao se abster, o eleitor não participa do ato mais democrático, não dá a sua contribuição. Com isso ele acaba elegendo qualquer um, porque o número de vagas vai continuar o mesmo e serão todas preenchidas”, avaliou.

Vereador mais votado nas últimas eleições em João Pessoa, Raoni Mendes (PTB), considera que os elevados índices de abstenção são reflexo do descrédito da classe política perante a população. A execução efetiva das promessas feitas durante a campanha eleitoral é apontada pelo parlamentar como uma alternativa para estimular o eleitorado.

Em seu segundo mandato como deputado federal e pré-candidato à prefeitura de João Pessoa, Wilson Filho (PTB) tem opinião semelhante e acrescenta que os jovens são os que mais se abstêm nos processos eleitorais. “Porque não há renovação. Eles não enxergam os políticos como representantes”, disse. Ele ainda acrescentou que a abstenção é uma forma equivocada de protestar e viabiliza a permanência das mesmas pessoas no poder. “Quem se abstém está decepcionado. Mas precisamos estimular as pessoas, principalmente com o apoio da juventude”, frisou.

Conforme dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na capital, a maior taxa de abstenção ocorreu no segundo turno das eleições, quando Luciano Cartaxo e Cícero Lucena disputavam a prefeitura. Dos 407.237 eleitores aptos a votar, 72.874 não compareceram às urnas, uma abstenção de 17,24%. Já no primeiro turno a abstenção ficou em 15,1%.

Já em Campina Grande, a maior abstenção ocorreu no primeiro turno das eleições de 2008. Dos 266.516 eleitores, 19% se abstiveram no processo eleitoral. No segundo turno, quando tiveram que escolher entre Veneziano Vital do Rêgo e Rômulo Gouveia, a abstenção caiu para 12,5%.

Pior índice foi registrado no pleito de 2014

Nas eleições de 2014, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou o maior índice de abstenção dos últimos 16 anos. Conforme o tribunal, 27,7 milhões de brasileiros não compareceram às urnas, o que equivale a 19,4% do eleitorado apto a votar. Na Paraíba, a abstenção ficou em 17% no primeiro turno e em 18% no segundo, quando 510.208 paraibanos deixaram de votar. 

Nas eleições de 2014, em que foram eleitos presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, a maior taxa de abstenção na Paraíba foi registrada entre o eleitorado na faixa etária entre 26 a 40 anos. Na faixa etária que abrange idades entre 18 e 25 anos, a abstenção ficou em 99.052, no segundo turno. Entre o eleitorado facultativo jovem, a abstenção foi de 6.914, no primeiro turno, e de 6.660, no segundo turno. Porém, nos 19 municípios que tiveram voto biométrico, o percentual médio de não comparecimento chegou a 10%.


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