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sexta-feira, 25 de março de 2016

Lula cobra da Lava Jato por crise na economia

Um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki tirar das mãos do juiz Sérgio Moro o processo no qual é investigado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a sindicalistas que pressionem a força-tarefa da Operação Lava Jato a dar explicações sobre os “efeitos econômicos negativos” da investigação. Dizendo que vai ajudar a presidente Dilma Rousseff a governar “nem que seja a última coisa” de sua vida, Lula pediu seis meses de prazo aos parlamentares que vão analisar o pedido de impeachment da presidente para fazer o Brasil “voltar a sorrir”.

Com a voz rouca, algumas vezes falha, o ex-presidente falou por uma hora a sindicalistas que participaram de um ato em defesa da democracia na Liberdade, região central de São Paulo. Estiveram no evento representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e Intersindical, ligada ao PSOL, partido de oposição ao governo Dilma.

“Essa operação de combate à corrupção é uma necessidade para este País. Eu só acho que vocês deveriam procurar a força-tarefa, o juiz, para saber o que eles estão discutindo sobre quanto essa operação já deu de prejuízo para este País. Será que não dá para combater a corrupção sem fechar as empresas? Já ouvi falar de R$ 200 bilhões, R$ 250 bilhões de prejuízo”, disse Lula.

Em meio à disputa judicial sobre sua nomeação para o Ministério da Casa Civil, Lula disse que não precisa do cargo para ajudar Dilma a governar. “Se engana quem pensa que eu só posso ajudar a Dilma sendo ministro. Vou ajudar a Dilma a governar nem que seja a última coisa que eu faça na vida”, afirmou. Acrescentou que sabe não ser fácil a convivência de uma presidente com um antecessor. “Não sou um analfabeto político como alguns pensam. Tenho noção de que não é fácil uma presidente conviver na mesma sala com um ex-presidente.”

Paciência
Lula defendeu várias vezes a necessidade de mudanças na política econômica de Dilma e deu a entender que, como ministro, faria o governo dar uma guinada no rumo da economia. “Vamos dizer a esses deputados e senadores que eles tenham paciência. Nos deem seis meses que nós faremos esse País voltar a sorrir. Vamos fazer uma política econômica que nos trará a esperança de volta.”(AE)
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