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quinta-feira, 3 de março de 2016

Ministro defende Dilma e questiona antecipação de Revista


O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse nesta quinta-feira que a presidente Dilma Rousseff está preocupada e indignada com a revelação de detalhes da delação premiada do ex-líder do governo Delcídio Amaral. Em rápida entrevista, Wagner chamou de “crime gravíssimo” o vazamento da delação e disse que as acusações contra Dilma no caso de Pasadena são requentadas. Ele afirmou ainda se tratar de “execração” e comparou o caso de delação do senador ao da Escola de Base, quando falsas acusações de abuso sexual destruíram a reputação da instituição.

— (A presidente) está com a mesma indignação que eu, talvez até mais que eu, porque envolve diretamente o nome dela. Quem fez o vazamento? Alguém vai apurar? Ou fica pelas calendas isso? Isso é um crime gravíssimo, porque está sob sigilo de justiça e deveria ir para as mãos do ministro Teori Zavaski, que preside esse feito — reclamou Wagner.

Para o ministro, que participou de reunião com Dilma pouco após apublicação da reportagem da revista “IstoÉ” com detalhes da delação, a revelação demonstra que há um ambiente de “tudo ou nada”, um “vale tudo, onde qualquer um faz o que quer para atingir o seu objetivo ” e manifestou preocupação com as instituições. E mais uma tentativa de deslegitimar a delação e o delator, dizendo quem em todas as informações prestadas pelo senador, ele é a única testemunha dos diálogos.

— Eu acho que não tem muita consistência aqui, não. Tem muita poeira e pouca materialidade. Mas eu não vou entrar nessa discussão. Alguém viu alguma prova ali, ou não? Eu só vi suposição onde ele próprio é o delator, ele é a testemunha, ele é tudo. Na minha opinião, tem muito pouca materialidade — afirmou.

O ministro da Casa Civil chegou a criticar a revista pelo vazamento da delação, questionando os “interesses” da publicação.


— Eu acho que isso aqui é um absurdo completo. Um órgão de imprensa… É estranho, porque o furo poderia ser domingo. Caberá sempre a pergunta. A que interesses cabia a antecipação da revista? Ia se perder o furo? Ou era preparação de alguma coisa? Eu acho que esse é um descaminho da democracia brasileira. Eu não tenho uma cabeça conspirativa. Eu prefiro dizer o seguinte: o fato é inaceitável.

Logo depois, Wagner baixou o tom e afirmou que não quer “estigmatizar” um veículo de comunicação em específico.

Fonte: O Globo
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