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quarta-feira, 2 de março de 2016

Paraíba está entre os piores estados nos investimentos em saúde pública do país

JP-Moradora do Róger, em João Pessoa, Geralda Conceição revela que espera até 15 dias por uma consulta no posto de saúdo bairro. Mas, se a procura for por atendimento especializado, como cardiologista, e ela tiver de ir até um hospital da rede estadual a demora ultrapassa 30 dias. Essa precariedade na saúde pública pode ser reflexo do baixo investimento no setor por parte dos gestores públicos, o que colocou a Paraíba em quarto lugar no país com o pior investimento em saúde. A informação está em pesquisa divulgada ontem pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

A Paraíba está à frente apenas do Pará, Maranhão e Mato Grosso do Sul. De acordo com o CFM, o Estado investe R$ 0,85 por pessoa ao dia, enquanto a média nacional dos estados é de R$ 1,38. Já João Pessoa apresenta investimento superior, de R$ 2,26 por pessoa por dia, acima da média das capitais brasileiras, de R$ 1,87.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado em parceria com a ONG Contas Abertas, a partir de informações sobre as despesas apresentadas pelos gestores à Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, por meio de relatórios resumidos de execução orçamentária. Os números são referentes a 2014.

No total, foram aplicados aproximadamente R$ 1,2 bilhão no Estado apenas na área de saúde. Por ano, esse valor representa um investimento de R$ 310,36 por pessoa, valor que também está abaixo da média dos Estados, de R$ 502,77. Para o diretor do Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Medicina (CRM-PB), João Alberto Morais, a principal origem dessa deficiência está na má gestão dos recursos públicos. “No Brasil, investe-se muito pouco em saúde, em média cinco vezes menos em relação aos países desenvolvidos”, conta. Segundo o diretor, os hospitais públicos carecem de itens básicos, como higiene, medicamentos e estrutura para realização de exames. 

Segundo o estudo, João Pessoa tem indicadores melhores em relação ao Estado. A capital investiu R$ 652 milhões, o que representa média de R$ 2,26 por habitante ao dia. A média das capitais brasileiras é de R$ 1,87. O município está entre os 10 brasileiros mais bem situados no ranking. Entre as capitais do Nordeste, fica atrás só de Teresina (PI), que tem uma média de R$ 2,91 por habitante ao dia.

O secretário de Saúde da capital, Adalberto Fulgêncio, disse que 22% do orçamento da prefeitura é destinado a investimentos na saúde, sobretudo na rede de atenção básica. Ele disse que são gastos, em média, R$ 500 milhões por ano no setor da saúde pública e outros R$ 12 milhões na rede conveniada. 



A Secretaria de Estado da Saúde foi procurada, mas até o fechamento desta edição, não deu resposta.
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