EM DESTAQUE

Incêndio entre Junco do Seridó e Assunção é considerado o maior desastre ambiental da região do seridó e cariri

Entre Junco do Seridó e Assunção, a mata está sendo destruída há vários dias por conta de um incêndio incontido pelos bombeiros. O fo...

Rádio Online

quinta-feira, 31 de março de 2016

Parte do PMDB consideram rompimento uma burrada de Michel

Os menos de três minutos em que o Diretório Nacional do PMDB aprovou, por aclamação, e não por votos, a ruptura do partido com o governo federal podem ter um efeito negativo prolongado para o vice-presidente Michel Temer, principal articular do desembarque.

O sentimento de líderes do PMDB contrários ao rompimento, neste momento, é de que o governo, com o que eles vêm chamando de “erro tático do Michel”, pode conseguir os votos necessários na Câmara dos Deputados para arquivar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Caciques durante ato de terça (29) em que PMDB anunciou oficialmente a saída da base aliada
Em reunião com a cúpula do partido nesta quarta-feira (30), segundo apuração do Jornal doBrasil, o senador Jader Barbalho classificou a insistência de Temer no rompimento como “uma burrada, que nem serviu para esconder o racha do PMDB”.

Os caciques do PMDB voltaram a lembrar que o governo “vai cair de maduro” e que se o partido empurrasse Dilma para o precipício pareceria oportunismo capaz de retirar a legitimidade de Michel Temer, caso o presidente nacional do partido assuma o Planalto. A cúpula do PMDB no Senado avalia que, aberta a porteira, o governo tem chances de sobreviver mesmo com poucos votos.

Dilma pediu aos ministros do PMDB um prazo para decidir o destino deles. Podem ficar no governo Kátia Abreu, Helder Barbalho em função do pai, Jader, e Eduardo Braga pelo que representa no Senado Federal. Com exceção da Agricultura, os demais cargos já entraram nos classificados do Planalto Central ou na cobiça de outros aliados. A permanência deles explicita um racha no PMDB e constrange Michel Temer.

Os movimentos adesistas dos partidos médios (PP, PSD e PR) que, teoricamente, podem totalizar 129 votos, provocam um vexame público aos ministros do PMDB que não querem largar o osso. Mesmo querendo ficar, o governo avalia que eles não têm o que entregar (votos) e já começou a leiloar os cargos ocupados até aqui pelos sem votos. Se estes mesmos ministros não conseguiram evitar o rompimento do partido, como conseguiriam votos pró Dilma? Neste caso estão Celso Pansera, Marcelo Castro e Mauro Lopes, contabilizados como 1 voto cada.

Fonte: Jornal do Brasil
Créditos: Eduardo Miranda
Proxima Anterior Inicio