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terça-feira, 12 de abril de 2016

Lula no Rio: “Aos 70 anos de idade eu não imaginava que ia ver golpista querer derrubar uma presidenta eleita"

Um ato contra o afastamento de Dilma reuniu na Fundação Progresso, no Rio de Janeiro, diversos artistas, intelectuais, movimentos sociais e milhares de pessoas na noite desta segunda-feira (11). Em seguida todos se dirigiram para os arcos da Lapa, onde aconteceu outro ato contra o impeachment.

Ouça o discurso AQUI

Chico Buarque, Beth Carvalho, Otto, Zé Celso, Gregório Duvivier, Tico Santa Cruz e outros artistas assinaram o manifesto em defesa da democracia e contra o golpe, que foi apresentado durante o ato. Chico entoou o grito: "não vai ter golpe" e o público respondeu: "vai ter luta".

Já nos arcos da Lapa, Lula recordou o golpe militar de 64. "Eu tinha 18 anos de idade quando aconteceu o golpe. As pessoas diziam que os militares iam salvar o país. E muitas pessoas acreditaram. E demorou 23 anos para a gente recuperar o direito à democracia neste país".

O ex-presidente lembrou ainda que perdeu três eleições presidenciais e nunca tentou outra alternativa que não respeitasse a democracia. "Perdi em 82 e fiquei quieto. Perdi em 89, roubado pela Globo, e fiquei quieto. Perdi em 94 e 98 e fiquei quieto. Bastou a gente ganhar 2002, 2006, 2010, 2014 para eles mostrarem essa faceta golpista".

E completou: "Aos 70 anos de idade eu não imaginava que ia ver golpista querer derrubar uma presidenta eleita pelo voto".

O líder do MTST, Guilherme Boulos, falou sobre a importância de não desocupar as ruas. "Vamos sim barrar esse golpe ordinário. Vamos barrar essa direita anti-povo, mas essa praça tem que continuar cheia semana que vem!".

Para fechar o ato, a sambista Beth Carvalho cantou sua nova música. "Não vai ter golpe de novo. Reage, reage, meu povo" é o refrão, que segue com os versos: "Sem dividir o coração vamos honrar nossa raiz, democracia é o que a gente sempre quis."


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