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Carnaval no Junco do Seridó

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domingo, 29 de maio de 2016

Novo fenômeno atmosférico poderá aumentar frequência de chuvas na PB este ano

O período chuvoso considerado acima da média, que atinge o Litoral e também chegou ao Sertão paraibano durante este ano, tem uma explicação: o fenômeno El Niño, considerado um dos mais fortes dos últimos tempos em todo o mundo, mas que contribuiu para a formação de chuvas no Nordeste, especialmente na Paraíba. O El Niño chegou ao fim, mas outro fenômeno, conhecido como La Niña, deverá começar até agosto deste ano e poderá aumentar ainda mais os índices de chuva no estado.

De acordo com o meteorologista Alexandre Magno, da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), o El Niño é conhecido pelo aquecimento anormal da temperatura do Oceano Pacífico, causando mudanças na distribuição dos ventos e das chuvas em todo o mundo, provocando seca em alguns locais e aumento de chuvas em outros.


“O El Niño já acabou. O fenômeno tem consequências globais e poderia trazer certos prejuízos em termos de chuvas para a Paraíba, mas não foi o diagnosticado neste ano. No Nordeste, o que tivemos foi um efeito contrário de El Niño. Na Paraíba, o fenômeno contribuiu para deixar as chuvas acima da média para o período em cerca de 40% a até 60% do estado”, contou Alexandre.

Ainda segundo o meteorologista, com o fim do El Niño, o planeta vive um momento de neutralidade de fenômenos atmosféricos e oceânicos. Porém, a previsão é de que dentro de 90 dias ocorra o La Niña, um novo fenômeno que tem efeitos contrários ao El Niño e é caracterizado pelo esfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico, causando efeitos benéficos para a Paraíba.

“Por enquanto, estamos em período de neutralidade, mas já é certeza que o La Ninã vai ocorrer em até 90 dias porque já existe um resfriamento das águas do Pacífico Tropical. Com isso, como estamos em período chuvoso no Litoral e com chuvas acima da média, a tendência é de que se permaneça nesse patamar até o fim do ano. No Sertão, as chuvas devem ficar esparsas e fracas, mas é dentro da normalidade para o período”, concluiu Alexandre Magno.

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