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terça-feira, 3 de maio de 2016

SEM NOÇÃO: SOCIEDADE E PREFEITOS VÃO AFUNDAR AS CIDADES SE EXAGERAREM NO “PÃO E CIRCO JUNINO”

Opinião

Longe de sair da crise econômica, o Brasil vive seu pior momento desde 1994. Um caminho difícil de trilhar, pois não existe sequer a perspectiva de uma saída para os graves problemas que assolam a nação.

Todos os itens da cesta básica estão com preços exorbitantes, além de remédios, gasolina e outros produtos, isso sem falar na oferta dos serviços básicos, todos debilitados pelos cortes no Orçamento da União, a exemplo da saúde e educação, isso tudo aliado ao fenômeno do desemprego que atinge mais de 10 milhões de pessoas e o enfraquecimento do poder de compra dos que ainda tem um trabalho. 

Dentro desse panorama, sociedade e governos, especialmente os municipais, já tem motivos de sobra para repensar o conceito de “PRIORIDADE” num cenários devastador como esse. Na verdade é preciso deixar de gastar exageradamente com o banal, focando os esforços na tentativa de manter o básico.

Mas infelizmente o que estamos vendo é bem diferente disso, sobre tudo nos rincões do Brasil, onde o modelo ESPALHAFATOSO de fazer gestão é regra, uma ostentação absurda voltada para resultados políticos e quase nunca de gestão. 

Constantemente gestores não combinam receita com despesa, desequilibrando o caixa dos governos, é o chamado déficit, saldo negativo, sendo ainda mais claro, quando se gasta mais do que se ganha. 

Mas o pior é saber que boa parte dos prefeitos e prefeitas faz isso para manter os caprichos inconsequentes da sociedade, através da velha política romana do PÃO E CIRCO, inclusive, está chegando mais uma por ai, a FESTIVIDADE JUNINA. 

Se os prefeitos (a) não tiverem a determinação de estabelecerem um diálogo com a sociedade, mostrando os problemas e as impossibilidades de jogar dinheiro no ralo durante o São João e o São Pedro através de atrações milionárias, atentem bem, no segundo semestre do ano, AS PREFEITURAS VÃO VIRAR BODEGAS QUEBRADAS, vai faltar o básico para o próprio povo, não é exagero profetizar até atraso de salários. E podem ter certeza, milhares de gestores em todo o Brasil, vão entregar as gestões em 31 de dezembro com muitos RESTOS A PAGAR, o que traz consequências, inclusive jurídicas.

Um novo modelo de gestão e de povo se faz necessário nesse instante delicado, do contrário, o caos será maior do que o imaginado. 

É bom lembrar que até agora quase nenhuma medida austera foi tomada e também que as câmaras municipais não estão fazendo nada a esse respeito. 

Lázaro Farias
Jornalista e Professor de História

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