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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Catador paga faculdade de engenharia ambiental vendendo lixo

TERESINA - Garrafas pet de todos os tamanhos, copos descartáveis e latinhas de refrigerantes e cerveja. Materiais como esses normalmente são jogados fora, mas João Francisco Oliveira Nery, 35 anos, prova que sabe dar o destino certo.

Conhecido como “João do Lixo”, ele desistiu dos quatro anos do curso de fisioterapia para encontrar na lixeira o dinheiro que precisava para sustentar a família e pagar outra faculdade.

A história de João foi contada pelo portal G1.

Garrafas pet e latinhas são os principais produtos que ajudam ele a gerar renda para ajudar a esposa no sustento da casa e do filho de um ano e seis meses.

Cada latinha encontrada na rua é como se fosse uma moeda para o bolso de João do Lixo.

Ele consegue R$ 1,50 para cada quilo de latinha, e R$ 0,40 para cada quilo de plástico.

Parte do material recolhido é vendido para a Prefeitura de Teresina e o outro levado para Fortaleza, onde é reciclado.

Hoje com o que ganha do recolhimento e venda dos materiais, João paga o curso de engenharia ambiental e sanitária, em uma faculdade particular de Teresina.

O catador não precisaria trabalhar nas ruas e focar apenas nos estudos, se quisesse, já que poderia contar com a ajuda da esposa, caixa de uma agência bancária e do pai, agente da Polícia Civil do Piauí.

Mas João não mostra ter vergonha do que faz, ele se orgulha.

O catador diz não fazer por obrigação, mas por prazer e pela consciência humana de ajudar o meio ambiente.
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