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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Acusados de matar médico da PB em Recife serão julgados hoje

O Fórum de Jaboatão será o cenário do julgamento de um dos crimes que mais chocou Pernambuco nos últimos anos: o assassinato do cirurgião torácico da Paraíba, Artur Eugênio Azevedo Pereira, que tinha 35 anos. Na manhã desta quarta-feira (14), sentam no banco dos réus julgamentos dois dos cinco acusados pelo assassinato do médico.

Artur Eugênio foi encontrado morto, com corpo carbonizado, na BR-101, em maio de 2014. Cláudio Amaro Gomes Júnior e Lyferson Barbosa da Silva serão os primeiros a serem julgados. A sessão será presidida pela Juiza Inês Maria de Albuquerque.

Cláudio Amaro Gomes Júnior responde por homicídio duplamente qualificado, furto qualificado, comunicação falsa do crime e dano qualificado. Já pesam contra Lyferson Barbosa da Silva homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e dano qualificado.

O cirurgião torácico Cláudio Amaro Gomes, acusado de ser o mandando do crime, e Jaílson Duarte César, que teriam articulado o crime, aguardam o resultado dos recursos em tramitação no tribunal de justiça. O julgamento deles não previsão para acontecer.


Família de Artur Eugênio pede sensibilidade de jurados no julgamento de acusados

O pai de Artur Eugênio, Alvino Luiz, acredita que será feita a justiça contra os assassinos do filho. “Deus está do nosso lado e aqueles que são do mal estão do outro lado. A justiça de Deus é correta e, a dos homens, Deus orienta para que seja também”, disse.

A mãe de Artur, Maria Avani Azevedo, fala da luta diária para superar a falta de convívio com o cirurgião torácico. “Eu só falo da minha dor, da perda do meu filho, da dor de ver o meu neto crescer procurando o pai em todos os cantos. Sem falar na minha nora, que está enfrentando uma barra tremenda para criar esse filho sozinha”, diz.

Entenda o caso

Artur Eugênio foi assassinado em 12 de maior de 2014. O corpo dele foi encontrado às margens da BR-101, no bairro de Comporta, em Jaboatão dos Guararapes.

A promotoria diz que o médico foi morto por conta de desentendimentos profissionais com o    suposto mandante. O também cirurgião torácico Cláudio Amaro Gomes contou com a ajuda do filho, o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior. Ele teria pago Jaílson Duarte César para contratar Lyferson Barbosa da Silva e Flávio Braz para matar Artur Eugênio.

Julgamento

Tudo começa com a escolha dos 7 jurados entre 25 pessoas convocadas pela justiça. Em seguida, tem o depoimento das 24 testemunhas de acusação além das arroladas pela defesa.

O interrogatório dos réus antecede o debate, quando acusação e defesa tem até 2h30 para tentar convencer os jurados. Depois da réplica e tréplica, com mais duas horas para cada, os jurados, isolados, decidem pela absolvição ou condenação por maioria simples.

O assistente de acusação, Daniel Lima, afirma que as provas reunidas contra os réus são incontestáveis. São ligações telefônicas, imagens de câmeras de segurança nos hospitais do câncer e real português, onde Artur trabalhava, além das testemunhas. “Eu acompanhei todo esse inquérito e não tenho a menor dúvida da responsabilidade dos acusados”, diz.

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