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Agevisa pede atenção para que consumidores não comprem remédios falsos

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa-PB) emitiu nesta sexta-feira (9) um alerta para que os consumidores tenham atenção para evitar a compra de medicamentos falsificados. “A falsificação e a presença de medicamentos irregulares no mercado representam um dos maiores problemas de saúde pública mundial”, enfatizou a diretora-geral da Agevisa, Glaciane Mendes.

Gestora da Agevisa citou dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmando que medicamentos falsificados são um problema global que atinge tanto os países desenvolvidos quanto os países em desenvolvimento, matando, incapacitando e ferindo adultos e crianças, indistintamente.

Ela reafirmou que o tema é grave e, por isso o ‘Momento Agevisa’ vai abordá-lo também na edição do dia 08 15, com informações importantes sobre o problema e orientando como o consumidor deve proceder para não adquirir remédios falsos.

Segundo Sérgio de Vasconcelos Brindeiro, gerente-técnico de Medicamentos da Agevisa/PB, o medicamento é um produto especial que deve ser rigorosamente elaborado com a finalidade de prevenir e curar doenças, ou aliviar seus sintomas. Mesmo assim, não escapa à ação criminosa dos falsificadores. “Em 2012, durante evento da Organização Mundial de Saúde, que reuniu especialistas de 70 países, tomou-se consciência de que a falsificação de medicamentos é um crime global que afeta muitos países, propagando um efeito devastador sobre a saúde pública”, ressaltou.

“Para enfrentar o problema, o sistema de produção de medicamentos deve, obrigatoriamente, observar critérios rígidos, especialmente de controle de composição e de qualidade, de forma a garantir a sua segurança e eficácia, e para que se obtenha sucesso na resposta da ação esperada”, observou Brindeiro.

Registro

Ele acrescentou que todo medicamento comercializado no território nacional deve ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e informou que o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) tem a competência legal para regular e fiscalizar toda a cadeia logística, desde a fabricação dos medicamentos até a dispensação (ou distribuição) dos mesmos ao consumidor.

“Medicamentos falsificados são aqueles que não provêm do fabricante original ou que sofrem alterações ilegais antes do seu fornecimento ao paciente”, explicou o gerente-técnico da Agevisa/PB.

“Como exemplo, podemos citar aqueles medicamentos que contêm o ingrediente ativo correto, mas em uma dose muito alta ou muito baixa; aqueles cuja data de validade foi alterada; os que não contêm o ingrediente ativo, ou quando apresenta em sua fórmula um ingrediente ativo diferente daquele declarado; os que são vendidos com embalagens, blisters ou panfletos de informações falsos, e os que são objeto de cargas roubadas e vendidos sem nota fiscal”, explicou.
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