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Entrevista da semana com o prefeito de Taperoá

CAOS: Prefeitos eleitos afirmam que vão receber prefeituras quebradas em 2017

Muitos dos que derrotaram os prefeitos atuais (ou seus candidatos) sequer tiveram acesso ao chamado período de transição. Mesmo assim, as informações sobre o caos se espalharam pelas cidades.

O desmantelo vai de salários atrasados (entre dois e cinco meses) a dívidas superiores a R$ 1 milhão com a Previdência Social e com a Energisa, por exemplo. Vai da migração de alunos para escolas de outros municípios à falta de laboratório para um simples exame de fezes. Vai da falta de água ao sumiço de pneus e motores de veículos da saúde e do transporte escolar.

Os moradores de municípios como Santa Rita, Cajazeiras, Sousa, Princesa Isabel, Baía da Traição, Conde, Bayeux, Belém, Cacimba de Areia, Piancó, Capim, Mamanguape, Araruna, Mulungu e Itabaiana, entre outros, estão contando as horas para o término das gestões atuais e o início das novas, dia 1º de janeiro. Esses municípios são apenas uma amostra do que acontece em todas as regiões do Estado.

Em Santa Rita, por exemplo, a situação é dramática. A cidade ainda está repleta de lixo por irresponsabilidade do prefeito Severino Barbosa, conhecido como Netinho, que era vice e assumiu em função do afastamento do prefeito Reginaldo Pereira pela Justiça. Em vez de resolver os problemas da cidade, Netinho os piorou.

A situação em Santa Rita é de calamidade pública em todos os sentidos, conforme atestam os mais de 130 mil moradores que viveram até a as semana passada na incerteza da posse do prefeito eleito Emerson Panta (PSDB).

Na terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acalmou os ânimos da população de Santa Rita, ao deferir a candidatura de Panta, que será diplomado no próximo dia 16 com a certeza de que assumirá no dia 1º de janeiro.

Panta iniciará sua gestão em Santa Rita sabendo que não será fácil administrar a “tragédia administrativa” deixada por Netinho. Enfim, Panta vai receber uma herança maldita, como outros prefeitos.

Situação em alguns municípios, segundo os eleitos

Araruna

Dívida de R$ 1,3 milhão com precatórios; descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com o comprometimento de 59% da arrecadação para pagamento de pessoal, quando deveria comprometer o limite de 54%; servidores e fornecedores com seus pagamentos atrasados; perda de R$ 1,3 milhão para a construção de uma praça e perda de R$ 195 mil para a construção do portal de entrada da cidade;

Cajazeiras

Entre três e cinco meses de salários atrasados; veículos (inclusive ambulâncias) sem pneus e baterias; caos generalizado na saúde; greve de servidores; três meses de salários atrasados do ano de 2008, quando o prefeito era Carlos Antônio, marido da atual prefeita Denise Albuquerque;

Capim

Dois a três meses de salários atrasados; saúda abandonada; comércio quebrado; pendências no Cauc (Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias) que impedem o município de celebrar convênios; veículos sucateados; atraso de dois meses no pagamento dos fornecedores;

Cacimba de Areia

Energia da Prefeitura cortada por falta de pagamento de uma dívida de R$ 71 mil; salários atrasados; veículos sem pneus e motores: caçamba, pá-carregadeira, retroescavadeira e patrol doados pelo Governo federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); dívida de mais de R$ 30 mil com a Companhia de Água e Esgfotos da Paraíba (Cagepa);

Curral de Cima

Entre três e cinco meses atrasados; seis ônibus semi-novos sem pneus e motores; pendências no Cauc (Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias) que impedem o município de celebrar convênios; caos generalizado;

Baía da Traição

Débito de R$ 1 milhão com a Energisa; 400 servidores contratados por excepcional interesse público e apenas 200 servidores efetivos; débitos com a Previdência Social (Prefeitura recolhe dos servidores e não repassa para o INSS);

Fagundes

Só três de 18 veículos da Prefeitura estão funcionando; ambulância parada por falta de manutenção; veículos do PAC (uma retroescavadeira e dois tratores encostados) sem condições de funcionamento; uma caçamba e um carro-pipa com pneus sem condições de uso (carecas), entre dois e quatro meses de atraso no pagamento dos fornecedores;

Mulungu

Médicos demitidos; ônibus escolares sucateados e abandonados; roupas das crianças da creche destruídas (queimadas); terrenos doados ilegalmente; salários atrasados;

Princesa Isabel

Dívidas que chegam a R$ 16 milhões; salários atrasados entre três e cinco meses; mil estudantes do município matriculados nas cidades de Nova Olinda, Tavares, Manaíra e São José de Princesa (todas na Paraíba), Quixaba e Flores (ambas em Pernambuco);

Desmantelo em Curral de Cima

O prefeito de Curral de Cima, Totó Ribeiro (PSDB), disse que o desmantelo é tão grande na gestão municipal que ele não sabe nem o que é mais ou menos grave. Totó Ribeiro afirmou que está fazendo um levantamento dos desmandos e que vai solicitar providências aos órgãos competentes.

Em Fagundes, a prefeita eleita Magna Dantas (PMDB) também vai solicitar auditoria ao TCE. Isto porque, conforme foi informada, o patrimônio público estaria sendo dilapidado.

Os aliados do prefeito derrotado, José Pedro (PSB), já teriam levado computadores, monitores, aparelhos de TV e até uma geladeira da sede da Prefeitura. A situação, segundo ela, é difícil, porque a população sofre com os desmandos.

Segundo ela, alguns convênios com o Governo Federal estão para vencer porque a Prefeitura não teve a iniciativa de tomar providências.

Outros convênios não foram renovados porque a Prefeitura não deu contrapartida. Magna espera que o prefeito, que deve entre dois e quatro meses aos fornecedores, ao menos pague os salários dos servidores.

www.lazarofarias.com.br
Com Portal Correio 
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