terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Cássio acha cedo falar de 2018, elogia Cartaxo, cobra ação do TRE e aponta ‘mentiras’ de Ricardo

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) considerou precipitado qualquer debate sobre o projeto da oposição para 2018 na Paraíba, defendeu a unidade da aliança formada pelo seu partido com o PMDB e o PSD, e evitou apontar nomes preferenciais para a chapa. Foi o que ele disse na noite desta segunda-feira (19) na sua primeira entrevista após quatro meses de silêncio e reclusão, durante licença parlamentar.

“Esse não é o momento de se colocar nomes. Aquele tem tiver melhor condição e viabilidade no momento oportuno. Você entra numa eleição para ganhar. Vai depender das circunstâncias”, opinou, acrescentando que seu nome estava à disposição para consultas.

O tucano também considerou o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, como uma das alternativas a serem debatidas em 2018. “Luciano tem envergadura para disputar qualquer cargo”, acentuou Cunha Lima.

A lentidão do TRE

Cássio lamentou a demora do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba no julgamento de ações referentes ainda às eleições de 2014 contra o governador Ricardo Coutinho. “A pior justiça é a que tarda, porque institucionaliza a injustiça”, criticou, parafraseando Ruy Barbosa.

Ele lembrou um precedente da própria corte que lhe julgou e cassou em seis meses de mandato. “A sessão durou 40 minutos, sem nenhum pedido de vista e nenhum debate aprofundado. “Não tem como absolver o governador dos crimes que interferem no resultado das eleições. Mas o TRE até aqui não julga”, enfatizou.


Política nacional

Na entrevista, o senador Cássio Cunha Lima comparou o Brasil, no Governo Temer, a complexidade de uma manobra feita por um navio transatlântico, que carece de tempo e perícia.

Ele entende que o presidente da República tem adotado as medidas necessárias para tirar o Brasil da crise econômica e renovou o apoio do PSDB ao Governo. “O PSDB tem responsabilidade com o Brasil”.

Cássio citou a proposta do teto dos gastos públicos como exemplo. “Não de pode gastar mais do que se arrecada. Essa foi uma lição que ficou”, apontou o senador.

www.lazarofarias.com.br / MaisPB
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