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sábado, 14 de janeiro de 2017

Paraíba está fora da área de alerta para febre amarela, diz SEE

A Paraíba está fora da área de alerta para febre amarela. A informação é da Secretaria de Estado da Saúde (SES) explicando que no Estado não há circulação do vírus causador da doença, como vem ocorrendo em outros Estados, como é o caso de Minas Gerais. As regiões de risco são determinadas pelo Ministério da Saúde, baseado na circulação do vírus entre os habitantes locais.

De acordo com o MS, a recomendação de vacinação nas áreas não endêmicas continua a mesma: toda pessoa que reside em áreas com recomendação da vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, deve se imunizar, segundo nota divulgada pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass).

A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo enviada mensalmente para todo o país. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina porque não existem vírus circulando, ou seja, não são áreas endêmicas.

O Ministério da Saúde divulgou também a lista dos municípios endêmicos que pode ser conferida no link http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/novembro/19/Lista-de-Municipios-ACRV-Febre-Amarela-Set-2015.pdf

O que é a febre amarela?

É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente. Os casos de Febre Amarela (FA) no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão. Na FA silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros. Nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado. Na FA urbana o vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti ao homem, porém este tipo de febre amarela não é registrado no Brasil desde 1942.

Sintomas – Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

O período de manifestação do vírus no homem varia de 3 a 6 dias após a picada do mosquito infectado, podendo se estender até 15 dias. A maioria das pessoas apresenta melhora após os sintomas iniciais, no entanto cerca de 15% apresentam apenas um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Um homem doente pode servir como fonte de infecção para outros mosquitos transmissores durante no máximo 7 dias (entre 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias após).  Nos casos que evoluem para a cura, a infecção confere imunidade duradoura. Isso quer dizer que você só pode ter febre amarela uma vez na vida.

Em caso de sintomas procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você tomou a vacina contra a febre amarela.  Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como as dores no corpo e cabeça com analgésicos e antitérmicos, ficando alerta para qualquer indicação de agravamento do quadro clínico.

A única forma de evitar a Febre Amarela é por meio da vacinação. A vacina está disponível gratuitamente durante todo o ano.

Secom-PB
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