terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Desemprego bate recorde e já atinge 12,9 milhões de trabalhadores

O desemprego no país foi de 12,6%, em média, no trimestre de novembro a janeiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa é a mais alta desde que o instituto começou a publicar a pesquisa, em 2012.

No período, o número de desempregados no Brasil foi de 12,9 milhões de pessoas.

São cerca de 879 mil desempregados a mais do que no trimestre de agosto a outubro, alta de 7,3% na população desocupada. Em um ano, são 33 milhões de pessoas a mais sem emprego, um aumento de 34,3%.

Na comparação com a divulgação anterior da pesquisa, com dados do trimestre de outubro a dezembro, deste ano, são 600 mil desempregados a mais.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (24) e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.).

Comparação com resultados anteriores

No trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017, a taxa de desemprego foi de 12,6%:

no trimestre de agosto a outubro, havia sido de 11,8%
no trimestre de outubro a dezembro, havia sido de 12%
um ano antes (novembro de 2016 a janeiro 2017), havia sido de 9,5%.
O número de desempregados chegou a 12,9 milhões:

no trimestre de agosto a outubro, havia sido de 12 milhões
no trimestre de outubro a dezembro, havia sido de 12,3 milhões
um ano antes (novembro de 2015 a janeiro de 2016), havia sido de 9,6 milhões.
Número de trabalhadores

O número de pessoas com trabalho foi de 89,9 milhões entre novembro e janeiro, número estável em relação ao período de agosto a outubro.

Em um ano, o total de trabalhadores caiu 1,9%, o que equivale a cerca de 1,7 milhão de pessoas.

Rendimento de R$ 2.056

O rendimento real (ajustado pela inflação) do trabalhador ficou, em média, em R$ 2.056. O valor é 0,08% maior que o do trimestre de agosto a outubro (R$ 2.040) e 0,04% maior comparado ao mesmo período do ano anterior (R$ 2.047). O IBGE considera que houve estabilidade nas duas comparações.

Número de carteiras

O número de empregados com carteira assinada ficou em 33,9 milhões, queda de 0,05% na comparação com o trimestre de agosto a outubro, ou 183 mil pessoas a menos com carteira. Em um ano, o país perdeu 1,3 milhão de carteiras, recuo de 3,7%.

Metodologia da pesquisa

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. São pesquisadas 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios.

O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

UOL

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