segunda-feira, 1 de maio de 2017

Ministério Público alerta que adolescentes não devem assistir 13 Reasons Why

O Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente e da Educação (Caop-CAE), do Ministério Público da Paraíba, emitiu no último dia 21 de abril, uma nota técnica direcionada à Secretaria da Educação do Estado com esclarecimentos para as escolas sobre o jogo ‘Baleia Azul’ e sobre a série televisiva ’13 Reasons Why’, ambos considerados fortes indutores para que jovens vulneráveis passem a realizar tarefas e desafios que vão de automutilação ao suicídio.

No alerta do MPPB, o Caop-CAE recomenda que a Secretaria da Educação estadual repasse para as Secretarias Municipais da Educação de toda a Paraíba a necessidade de se divulgar que os casos suspeitos sejam denunciados à polícia, instância adequada para investigar e apurar os fatos. “Os pais de crianças e adolescentes de todo o estado também precisam ser alertados”, destaca a promotora de Justiça Soraya Soares da Nóbrega Escorel, coordenadora do Caop-CAE.

De acordo com ela, os pais têm que acompanhar e monitorar as redes sociais dos filhos para saber o que eles fazem na tela do celular, do tablete, do computador ou dos jogos eletrônicos. “Tudo isso como forma de prevenção aos perigos decorrentes do jogo da ‘Baleia Azul’ e da série ‘13 Reasins Why’. Todo cuidado é pouco”. E a promotora completa: “O ato de incentivar e instigar uma pessoa ao suicídio é crime, previsto no Código Penal, passível de pena de dois a seis anos de prisão”.

O jogo ‘Baleia Azul’ (Blue Whale) consiste em um jogo clandestino perigoso no qual são dadas tarefas e instruções (num total de 50 desafios), geralmente de madrugada, submetendo os “jogadores” a uma forte pressão psicológica. As crianças e adolescentes são coagidos a cometer atos de automutilação, suicídio e outros desafios perigosos. Os desafios do jogo devem ser gravados e enviados aos membros do grupo criminoso.

A série ‘13 Reasons Why’ traz vários alertas a respeito de diferentes temas delicados na sociedade, mas ainda banalizados e tratados com preconceitos e tabus. Aborda situações de bullying, estupro, depressão, suicídio e falta de acesso a cuidados adequados em saúde mental. “Crianças e adolescentes não deveriam assistir à série, por conter cenas muito impactantes”, recomenda a promotora Soraya Escorel.

www.lazarofarias.com.br com MPPB
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