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sábado, 3 de junho de 2017

Reitor da UEPB nega demissões e diz que não aderiu ao Sisu por causa da greve

O reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), professor Rangel Junior, negou que estivesse demitindo professores e fechando vagas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para 2017.2. Ele disse que os professores substitutos tiveram contratos encerrados e aqueles com aditamento tiveram o prazo encerrado. Com relação ao Sisu, ele explicou que há problemas no calendário por causa da greve de professores e servidores que já dura 50 dias. Comente no fim da matéria.

“Fizemos um aditamento de prazo daqueles contratos indistintamente. Asseguramos os direitos de férias e de pagamento proporcional do 13º salário a todos os professores substitutos indistintamente. Inclusive aqueles que foram contratados em novembro”, frisou o reitor. “O que existe é que aqueles contratos que tiveram um aditamento de prazo até 12 de maio de 2017, aquele prazo se encerrou. E quando houve a deflagração de um processo de greve por tempo indeterminado, todos, indistintamente, deveriam ter consciência de que aqueles contratos se encerrariam em 12 de maio. São todos adultos, sejam eles dirigentes de sindicatos, sejam professores ou professoras substitutos e substitutas. Então todos sabem que o documento que assinaram tinha um prazo de encerramento daquele aditamento”, disse.

Não adesão ao Sisu 2017.2

O reitor negou que a UEPB tenha fechado 2.700 vagas para os novos estudantes da universidade. Segundo ele, o que existe na prática é que a UEPB está em maio de 2017 e ainda não conseguiu encerrar o período letivo 2016.2. “Isto é absoluto. Não é responsabilidade da Administração da Universidade, mas é resultado de uma greve que aconteceu em 2015 e de uma nova greve deflagrada agora em 2017”, salientou.

Essas greves, conforme destacou o reitor, tiveram como fundamento uma crise que vem das dificuldades em relação a não reposição de perdas salariais de docentes e técnicos da UEPB. Outro fator que contribuiu para as greves foi a interdição recentemente dos Planos de Cargos e Carreiras dos servidores. Os técnicos e docentes ficaram proibidos de progredirem na carreira há cada dois anos, conforme prevê os planos de carreira. 

“Esses fatores geradores de tensão provocaram uma greve em 2015 e provocaram uma nova greve agora. São três anos seguidos que essas duas categorias não têm reajuste salarial e, mais recentemente, esse impedimento de progressão na carreira. O dano é muito grande. As medidas são extremamente perversas com aqueles que efetivamente sustentam o trabalho no cotidiano da instituição, que conduzem o processo educacional de ensino, pesquisa, extensão, produção de cultura, transferência de tecnologia, de inovação tecnológica na UEPB”, analisou. “Volto a insistir que revela uma ignorância profunda quem estranha o fato de uma universidade ter a sua despesa de pessoal como a sua principal despesa, atingindo, por exemplo, 80% da despesa total da Instituição. Despesa essa que vem tendo, ano a ano, uma redução proporcional em relação ao conjunto do orçamento do Estado da Paraíba”, explicou o reitor.

Ele falou ainda que a UEPB não abriu mão do processo seletivo e somente quando a instituição tiver a estabilidade retomada e a garantia de que o período 2017.1 estará em curso e que não haverá interrupção, é que será possível planejar o primeiro período letivo para 2018.

“Quando isso estiver assegurado, abriremos o processo seletivo, seja pelo Sisu, utilizando as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como muitas universidades públicas realizam. Mas não vamos agora assegurar 2.700 vagas para um grupo de estudantes que passarão um ano ou mais na incerteza, se poderão ou não estudar nessa universidade. Quando estivermos com a plena estabilidade restabelecida deveremos abrir processo seletivo”, garantiu.
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