domingo, 8 de outubro de 2017

Cartaxo é o franco favorito, mas terá de vencer inimigos dentro e fora de casa – Por Gilvan Freire

A política é uma ciência inexata que a matemática repudia e a lógica afugenta . Nos últimos anos se transformou numa arte ( no sentido de traquinagem ) que o diabo adora e Deus abjura. Mesmo assim, é coisa dos homens que ambicionam o Poder, ora pecando, ora pedindo a remissão de seus pecados para ter o direito de pecar mais, fiéis ao melhor da religiões que é a indulgência aos pecadores para que tenham direito ao reino de Deus. E Deus nem é consultado sobre essas libertinagens e nem pune os libertinos com a morte capital.

Ou seja : essa baderna toda terá de ser resolvida entre nós com a compreensão de que as disputas se dão entre pecadores, variando apenas a quantidade e qualidade de pecado de cada um, e ainda assim seremos nós o juízes, severos ou lenientes, punindo pouco ou indulgenciando muito, mas deixando Deus um pouco de lado, para que descanse das afrontas que os pecadores modernos Lhe fazem. Ora, se o NU dado por ELE desde que criou o mundo e o homem é agora ARTE, por causa da curiosidade que desperta o órgão sexual ( também primitivo ), e as inversões sexuais são todas toleradas em nome da liberdade de manifestação corporal, por quê Deus precisa se preocupar com os nossos sinais de decadência e perdição voluntárias ?

Mas fiquemos na política , que parece ser entre as artes ( no sentido de artimanha mesmo ) a menos agressiva, comparativamente, que é um esporte depravado de massas , uma espécie de festa de rua de gosto popular onde muita gente se locupleta, se premia, se banqueteia com dinheiro publico, mas pelo menos não faz suruba explícita nem exibe seus órgãos sexuais para que o eleitor adore e toque como obra de arte, sem reservar os direitos autorais a Deus. Também só falta isso, né ?… são menos criativos que os artistas plásticos e museólogos dos novos tempos.

A PARAÍBA POLÍTICA EM REVISTA – Por aqui, como acontece de cima para baixo no Brasil todo, a campanha de 2018 começou faz tempo. Os candidatos de hoje até que podem não ser os do pleito mesmo, mas eles agem como se fossem. E têm nomes pomposos de grife que fazem sucesso :

RICARDO COUTINHO – apelidado com nomes de feras e de homens desalmados da História, governa o Estado por dois períodos e, como Lula, inventa candidato de proveta na tentativa de continuar governando, sujeito a tempestades e furacões destruidores. Tem cérebro quente e coração frio, mas todo mundo sabe de onde brotam as suas emoções metálicas. O governo do EU SOZINHO está prestes a findar e não sobraram crias nem amigos por perto, a não ser os aliados do Erário e os condicionais a qualquer governo, muitos já traçando rota de fuga para quando o declínio ficar mais evidente. A pessoa mais próxima no âmbito político é a sua vice, Dra Lígia, vítima constante de suas manias de matar vices, mas uma pedra de pontas agudas em seus sapatos. RC só tem uma saída : ou dá o governo a ela e adota a candidatura dela para a chapa de governador, disputando com o apoio dela o senado, ou usurpar-lhe o cargo e morre afogado com ela e o que sobrar do barco avariado no desastre profetizado e iminente.

CÁSSIO CUNHA LIMA – Vítima como outros de ter feito RC governador e permanente vítima das perseguições de seu governo e de líderes subsidiados que movem uma campanha custeada pelos cofres públicos para lhe desacreditar perante os eleitores, o senador é o maior alvo porque vai medir forças eleitorais com o atual governador, que tem medo que a política do EU SÓ lhe derrube do pedestal. Mas Cássio, que tem sido também vítima de suas próprias vaidades e petulâncias, precisa unir as oposições para enfrentar a fúria financeira de um governo que já está demonstrando sua capacidade de entrar nas eleições. Se as oposições marcharem unidas, é muito provável que RC não dispute o senado e jogue a toalha.

ZÉ MARANHÃO – Motivado pela reação dos núcleos peemedebistas de todo o estado que o tem recebido em festa e pela onda brasileira de receptividade aos raros políticos limpos, Maranhão está empolgado. Mesmo assim, sofre incontornável cerco dos eleitores abaixo de 40 anos, e mais especificamente da geração Y, pouco inferior. Isso pode levar a candidatura de ZÉ a ser a menos competitiva entre as demais, esbarrando nos paredões das redes sociais, a poderosa mídia de massa que vai servir de guia eleitoral das eleições do próximo ano.

ROMERO RODRIGUES – É um candidato perigoso porque está se projetando na mesma faixa de eleitores em que se situa Luciano Cartaxo, a partir do mesmo perfil de administrador aprovado em gestão de cidade grande , compartimento metropolitano de grande densidade eleitoral. Ele e Cartaxo representam a mesma geração dos novos homens públicos, candidatos naturais de acesso à cargos de maior dimensão, ainda sem máculas limitantes. E estão ambos dentro do mesmo padrão de candidato preferido nas eleições de 2014, pacíficos, ponderados, pouco falantes, pouco exibidos, parecendo até o anti-político, figuras do gosto popular nesses últimos anos. Isso é parte do problema mais grave : unir ou separar as oposições, única chance de trazer ou não RC ao jogo. Ele quer isso.

LUCIANO CARTAXO – Pouca coisa para se dizer hoje, fora da obviedade: Ele é atualmente o candidato a governador favorito na imaginação do eleitorado estadual , através de ampla maioria sobre cada um dos demais, lo independentemente das correntes políticas em disputa prévia , a se medir pelas pesquisas e enquetes e manifestações nas redes sociais já divulgadas. Não há nada de novidade a esse respeito, pois tudo parece natural nesse processo de procura e descoberta de um novo líder para substituir os mais tradicionais. Mas, assim como RC depende de Lígia para não sucumbir ao mar revolto, Cartaxo depende de Maranhão, Cássio e Romero para não entrar no olho do furacão, e de lá tirar RC das turbulências. E se depender da vaidade
e da ambição dos que querem o Poder, sem a ajuda de Deus pode não ser tão fácil resolver a questão. E cadê ELE que não ouve ?
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