domingo, 21 de janeiro de 2018

´Folha´ trata do envolvimento de senador paraibano com a Odebrecht

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), primeiro-vice-presidente do Senado, reconheceu em depoimento prestado à Polícia Federal que ouviu a proposta de um executivo da empreiteira Odebrecht para que recebesse dinheiro em esquema de ´caixa dois´ para sua campanha ao governo da Paraíba, em 2014.

O parlamentar disse que recusou a oferta, destaca na edição deste domingo o jornal Folha de São Paulo.

O jornal observa que não há registro nos discursos de Cunha Lima no Senado de que ele tenha feito denúncia sobre a proposta.

Da mesma forma, ainda conforme o jornal, o parlamentar não procurou a PF ou os órgãos de controle para alertar o que havia ocorrido em seu gabinete no Senado.

Ainda segundo a ´Folha´, a afirmação do senador à PF contradiz os depoimentos de delatores da Odebrecht e o resultado de análise técnica feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República) no “Drousys”, um sistema de comunicação criado pela empreiteira para o “departamento de propina” da companhia, o Setor de Operações Estruturadas.

Segundo o relatório da PGR, planilhas do Drousys encontradas em anexo de e-mails enviados em 2014 “corroboram as afirmações do executivo da Odebrecht Alexandre José Lopes Barradas, que revelou o pagamento de R$ 800 mil nas eleições de 2014, via caixa dois, em favor de Cássio Cunha Lima”.

Segundo Barradas, o parlamentar foi identificado pelos codinomes “Trovador” e “Prosador”.

Cássio, no depoimento, afirmou que “reagiu imediatamente à proposta”, dizendo “que não poderia aceitar doação eleitoral não contabilizada”.

O senador argumentou que a tratativa parou por ali e que sua campanha recebeu R$ 200 mil do grupo Odebrecht, mas oficialmente e por meio do braço petroquímico da companhia, a Braskem.

*fonte: uol
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