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domingo, 28 de janeiro de 2018

Hugo Motta e Veneziano ensaiam saída do MDB e Raniery defende diálogo interno

Ao mesmo tempo em que faz movimento rumo a uma candidatura própria para o governo, o senador José Maranhão começa a ver indícios de enfraquecimento no seu partido, o MDB. Há riscos factíveis de nenhum dos três deputados federais eleitos pela sigla, em 2014, estar na disputa deste ano pelo partido. Um deles, Manoel Júnior (105.693 votos), não vai em decorrência de missão partidária, já que foi eleito vice-prefeito de João Pessoa. Os outros dois: Veneziano Vital do Rêgo (177.680) e Hugo Motta (123.686) devem deixar o partido durante a abertura da janela partidária, em março. O sucessor de Manoel Júnior, André Amaral, também pode deixar a sigla.

O desconforto de Veneziano já era conhecido de todos e se estende desde as eleições de 2016. Ele queria que o MDB apoiasse o PSB em João Pessoa, para que a recíproca ocorresse em Campina Grande. O senador José Maranhão não cedeu e ele não conseguiu evitar a reeleição de Romero Rodrigues (PSDB). Mais recentemente, o dirigente emedebista contrariou ainda mais o deputado. Ele entregou nas mãos do vereador Rodolfo Rodrigues, primo de Romero, o comando do MDB da Rainha da Borborema. Veneziano não esconde de ninguém o desejo de deixar o partido. O destino poderá ser o Podemos.

Hugo Motta

Já no caso de Hugo Motta o buraco é mais embaixo. O parlamentar vê com muito pessimismo a saída de dois players importante do partido. Sem as votações de Veneziano e Manoel Júnior, as chances de ele ser reeleito diminuem. É só fazer as contas. O emedebista, além disso, enfrentou muitos desgastes na sua base. A avó, ex-prefeita de Patos, Chica Motta (MDB), chegou a ser afastada do comando do governo municipal quando ocupava o cargo. A mãe dele, Ilanna Motta, chegou a ser presa durante operação da Polícia Federal por acusações de improbidade na prefeitura.

Isso sem falar dos desgastes do partido no contexto nacional. Hugo Motta era muito próximo ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ). Ele chegou a integrar a tropa de choque defesa do colega, mas acabou se afastando. O desgaste também veio por conta do governismo, já que o presidente Michel Temer (MDB) ocupa o posto de mais impopular desde a redemocratização do país.

Busca do diálogo

O deputado estadual Raniery Paulino tem reforçado os pedidos para que o senador José Maranhão, enquanto comandante do partido, abra um canal de diálogo dentro da sigla. Ele diz ver com bons olhos e apoiar o projeto eleitoral do parlamentar. Apesar disso, demonstra preocupação com a falta de entendimento interno. “Eu e o ex-governador Roberto Paulino entendemos que o senador José Maranhão precisa buscar o diálogo internamente”, ressalta Raniery. Ele teme que haja novas defecções de lideranças do partido na Paraíba e que isso traga complicações eleitorais.

A falta de harmonização interna fez com que lideranças históricas deixassem o partido no Estado. Dos quatro deputados estaduais eleitos em 2014, dois deixaram a sigla. O presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia, foi para o PSB. O deputado Trocolli Júnior, para o Pros. Ficaram na sigla Raniery e Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta. O partido, no entanto, repôs a bancada com as filiações de Romero Marcelo e Júlis Roberto. “Vou me reunir com os outros deputados estaduais do MDB para discutir sugestões que possamos ser entregues à direção do partido. Faremos a nossa parte”, disse Paulino.
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