sexta-feira, 25 de maio de 2018

EXECUTIVO: Ricardo suspende carros oficiais e prioriza viaturas, bombeiros e ambulâncias

O governador Ricardo Coutinho (PSB) divulgou nota nesta quinta-feira (24) a respeito da greve dos caminhoneiros e o consequente desabastecimento de combustíveis nos postos e alimentos nos supermercados e feiras livres. O gestor nega responsabilidade pelos altos preços do diesel, motivo da manifestação dos motoristas. A culpa, na visão do gestor, é da política de preços imposta pelo governo federal através da Petrobras, que segue a oscilação do mercado internacional. O socialista, por isso, anunciou arrocho no controle dos carros oficiais.

Para isso, todos os secretários e secretários adjuntos não terão, a partir de agora, direito a carro oficial. A mesma medida vale para os presidentes de órgãos das administrações indiretas. A prioridade na rede conveniada de postos será para o abastecimento de viaturas da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. A regra vale também para os ônibus de transporte escolar, ambulâncias e demais veículos ligados à Secretaria de Saúde do Estado. O objetivo, segundo a nota, é mostrar para as pessoas que o governo está trabalhando para garantir os serviços públicos.

Sobre os impostos, o governador chegou a negar nesta semana a possibilidade de redução do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em 2015, o governo enviou projeto para a Assembleia Legislativa elevando de 25% para 27% o montante do tributo cobrado pelo combustível. O gestor aproveitou para alfinetar adversários políticos que criticaram a carga tributária da Paraíba, que tem impacto de 50% sobre o valor dos combustíveis. Um dos críticos do gestor foi o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), que usou as redes sociais para sugerir a redução da alíquota dos combustíveis.

“O Governo aproveita ainda para condenar a demagogia de alguns poucos que, para esconder suas verdadeiras responsabilidades, querem, como de costume, transferir para o Governo do Estado tudo aquilo que de ruim eles próprios produziram, atribuindo ao ICMS na Paraíba, cuja alíquota é a terceira menor do Nordeste, a culpa pelo aumento dos combustíveis. Fosse verdade tal falácia, o aumento de combustível e, em consequência, os protestos só seriam registrados neste Estado, e não em todo o Brasil, como, infelizmente, pode-se constatar”, diz a nota.
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