segunda-feira, 14 de maio de 2018

Paraibana vive drama e risco de morte por falta de medicação do estado

Fraqueza, vontade de urinar várias vezes, sede e perda de peso. Foi com esses sintomas que a paraibana Wênia Bandeira, de 34 anos, descobriu que a diabetes fazia parte de sua vida. Desde fevereiro de 2010, a luta de saber conviver com a doença é real na vida da jornalista, mas há seis meses ela tem que combater mais um problema: o de não receber o medicamento – que a mantém viva – do poder público. Para sobreviver, ela chega até a vender bens pessoais para comprar parte das medicações.

A jornalista contou que tem um processo na Justiça desde 2013 para receber o remédio, a insulina e os insumos. De seis em seis meses, ela faz uma nova petição em cima da ação para comprovar que continua precisando receber os medicamentos. Só que da última vez, em novembro de 2017, o direito da jornalista foi violado.

“De seis em seis meses eu faço um novo pedido, como se fosse uma prova de vida para dizer que eu continuo precisando da medicação, e entrego uma nova receita solicitando. Às vezes atrasava 10, 20 dias, mas chegava. Porém, da última vez, a Justiça foi bloquear o recurso da conta do Estado, que acontece para o medicamento ser liberado, e não havia dinheiro suficiente nessa conta. Foram realizadas três tentativas, e em todas elas foi negado. Desde então eu não recebo nada”, explicou.

Sem conseguir resolver a situação e sofrendo com a falta de explicações, Wênia precisa desembolsar mais de R$ 800 por mês. A jornalista relatou o drama que vive para poder sobreviver, chegando a reutilizar agulhas descartáveis cerca de quatro vezes e comprando apenas um dos medicamentos de que necessita.

“Eu só compro apenas uma das insulinas que preciso e não compro os insumos, que são as fitas que medem a glicemia, pois eu preciso fazer cerca de seis vezes por dia e não tenho condições de pagar mais R$ 200 por mês. As agulhas, que são descartáveis, eu reutilizo três, quatro vezes. Álcool, algodão eu também não compro, então não faço a esterilização corretamente. Eu não aplico a insulina toda, aplico o mínimo possível para me manter viva”, descreveu.

O estado da Paraíba disse por sua vez, que a situação só será regularizada no final do mês. 
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Balanço Geral - Correio FM 98.1

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