sexta-feira, 20 de julho de 2018

Obras da Transposição são paradas em Camalaú

O gerente do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Alberto Gomes, confirmou que as obras complementares da Transposição do Rio São Francisco em Camalaú, no Agreste paraibano, foram embargadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A decisão, que aconteceu na última quarta-feira (18), seria devida ao descumprimento de normas voltadas à segurança dos operários.

Segundo Alberto Gomes, a empresa responsável pelas obras não instalou o material de proteção nos taludes. “Como os operários trabalham numa vala, fazendo o envelopamento de galerias, é preciso evitar que a queda de alguma pedra machuque os trabalhadores. Então tem que colocar uma tela de proteção. Esse é um procedimento padrão. A empresa comprou o material, mas o pessoal da engenharia de segurança relaxou e não executou o serviço. Foi um erro de planejamento da empresa, foi falta de comprometimento com a segurança. O mínimo que se pode fazer numa obra é a preservação das vidas humanas envolvidas”, criticou Alberto Gomes.

Ainda conforme o coordenador do Dnocs, a empresa já começou a instalar o material e a previsão é de que o serviço seja concluído até a segunda-feira (23). “Nós estamos cobrando da empresa. Nesse fim de semana, eu e alguns técnicos vamos ao local para acompanhar o trabalho e garantir que ele seja finalizado o mais breve possível”, completou.

Depois de concluída a instalação, fiscais do Ministério Público do Trabalho serão avisados e uma nova vistoria realizada, visando a liberação das obras.

As obras em Camalaú visam fechar o canal que foi aberto na época em que o Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, estava em colapso. “Em 2017, tivemos que fazer um rasgo na rocha e abrir o canal porque o nível do açude estava muito baixo e as águas do São Francisco que iam chegar demorariam muito pra descer e chegar até Boqueirão. Campina Grande não tinha como esperar”, lembrou Alberto Gomes.

“Em abril deste ano, houve uma determinação para que fosse parado o bombeamento, já que Boqueirão estava com abastecimento considerável. Com esse alcance de segurança hídrica, estamos fechando o canal”, concluiu o coordenador do Dnocs.

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