quinta-feira, 6 de setembro de 2018

PT na Paraíba defende troca de Lula por Haddad na disputa presidencial

O presidente do PT na Paraíba, Jackson Macedo, defendeu, nesta quinta-feira (6), que Fernando Haddad deveria assumir a cabeça da chapa à Presidência da República na próxima terça-feira (11), quando vence o prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o partido apresente um novo candidato – em substituição a Luiz Inácio Lula da Silva, que teve registro indeferido.

“O ministro Edson Fachin acaba de negar a liminar que foi pedida pela defesa de Lula. Então nós temos que avaliar do ponto de vista estratégico e do ponto de vista jurídico. Vamos recorrer ao pleno do STF ou já vamos fazer uma substituição na próxima terça? É uma decisão que cabe ao comando do partido”, disse Jackson, acrescentando que é favorável à segunda alternativa.

“Particularmente tenho uma avaliação de que na próxima terça-feira nós já deveríamos anunciar Haddad como candidato e Lula seria o grande cabo eleitoral dessa campanha. Eu tenho certeza que Lula colocará Haddad no segundo turno das eleições”, defendeu.

Comitês Lula-Lucélio

Jackson Macedo também comentou a atuação de movimentos políticos que defendem a formação de ‘comitês Lula-Lucélio’. O presidente estadual do PT deixou claro que o partido não tem participação nessas articulações e que não há chances de apoiar outro candidato a governo da Paraíba senão João Azevêdo (PSB).

“Lula já sinalizou que o nosso candidato é João Azevêdo. O nosso projeto na Paraíba está em torno do PSB. Do ponto de vista eleitoral, esses candidatos sequer podem fazer material colado com Lula porque eles estão em coligações nacionais diferentes. Para o PT da Paraíba, essa questão está superada”, cravou Jackson.

Materiais recolhidos

Candidato ao Senado, Luiz Couto (PT) comentou sobre o recolhimento de material de campanha que continha foto do ex-presidente Lula por fiscais da Justiça Eleitoral. A apreensão aconteceu durante a Parada do Orgulho LGBTQ+, no domingo (2) em João Pessoa.

De acordo com o deputado federal, a ação foi arbitrária e gerou prejuízo à campanha. “As bandeiras foram feitas antes da impugnação do registro de Lula. Eles acham que podem tudo, ver uma bandeira e recolher de forma arbitrária. Não temos muito dinheiro, os recursos são para pagar material e nosso material é recolhido”, comentou o parlamentar.

O petista ainda teceu críticas às novas regras de campanha e cobrou fiscalização da Justiça Eleitoral. “A eleição era uma festa da democracia. Hoje não pode mais carro de som, não pode fazer nada. Tudo é proibido. Restrição em cima de restrição. A Justiça Eleitoral tem que fiscalizar quem usa dinheiro público pra financiar campanha”, disse.

Couto disse que pretende focar na campanha e que acionará a assessoria jurídica do Partido dos Trabalhadores para tomar as providências cabíveis.
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Balanço Geral - Correio FM 98.1

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