EXCLUSIVO: MPF reafirma pedido de prisão preventiva de Ricardo Coutinho ao STJ; LEIA MANIFESTAÇÃO

O Ministério Público Federal (MPF) voltou a se manifestar, nesta quarta-feira (12), contra a decisão do ministro Napoleão Maia, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu habeas corpus a Ricardo Coutinho (PSB) e o livrou da prisão preventiva determinada pelo desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O MPF endossou o pedido de suspensão de liminar e requereu que o ex-governador volte a ser preso ‘com urgência’.

A manifestação é assinada pelo vice-procurador Mario Luz Bonsaglia e endereçada à ministra Laurita Vaz, relatora do processo. No documento, ele corrobora com o recurso impetrado em dezembro pelo Vice-Procurador-Geral Eleitoral, em plantão na Procuradoria-Geral da República, Humberto Jacques de Medeiros.

O pedido de suspensão de liminar atinge, além de Ricardo Coutinho, outros investigados da Calvário. A PGR sustenta que a liberdade dos citados representa risco às investigações e ressalta que o ex-governador Ricardo Coutinho é líder de uma ‘organização criminosa’.

“A suspensão das liminares se impõe para restauração da ordem pública, um dos fundamento para a decretação da prisão preventiva pela Justiça paraibana. Houve uma reação institucional, adequada e proporcional do Poder Judiciário e do Ministério Público do Estado da Paraíba, em um esforço hercúleo de imposição da ordem jurídica sobre a ordem criminosa que se adonara do governo paraibano, e que foi desvelada pela atuação do sistema de justiça fora do Estado paraibano”, destacou Humberto Jacques na época.

Na nova manifestação, Bonsaglia reforça a tese. “Isto posto, cumpre nesta oportunidade apenas aditar a manifestação ministerial já produzida para que dela conste que, denegada a ordem de habeas corpus, como se pleiteia e ora se reitera, seja consequentemente cassada a liminar concedida”, escreveu.

A Operação Calvário investiga o desvio de mais de R$ 134 milhões nas pastas da saúde e educação da Paraíba.


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