Os movimentos "pró água" no município de Assunção poderiam ser considerados "cômicos" se a causa não fosse tão "trágica". Eles são como chuva de verão, chegam esporadicamente, mas não resolvem nada porque a intensidade do fenômeno é muito pequena.
Há pelos menos 6 meses, depois que o suplente de vereador Patricio Silva, descobriu toda a "tramóia" e informou pela imprensa que os trabalhos da adutora Patos/Assunção estavam paralisados, ninguém mais teve informação do reinicio da obra, mas o pior, é que paralelo a isso, as chuvas de verão chamadas de (mobilização) não voltaram mais, ou seja, a passividade covarde voltou a reinar.
As campanhas "on line" nunca estiveram tão "off", o universo político nunca fez sequer uma audiência .pública para debater o problema, a formação de um fórum permanente para acompanhar esse processo, esse sim, é um sonho além da realidade local. Mas e povo? o povo!!! deve está ocupado carregando água nos ombros, na cabeça, ou quem sabe discutindo sob a perspectiva do fanatismo, a eleição que se aproxima, outra parte, pequena acredito eu, pode está conduzindo uma revolta contida dentro do peito, com a voz embargada, querendo emanar gritos, mas sem encontrar a democracia necessária para tal feito.Senhor, o comportamente de Assunção frente ao interminavél problema da água, é realmente digno de pena, é uma tragédia pior do que a própria falta da água, porque se trata de crise de cidadania, em Serra Branca moradores fecharam a BR 412 por causa de falta de água esporádica na cidade, em Soledade a BR 230 foi fechada porque um bairro ficou sem água 90 dias, em Assunção há pelo menos 37 anos o povo vive em condições precárias de abastecimento e a unica coisa que nós fechamos, praticamente o tempo todo, foi boca, sofremos em um silêncio profundo, intercalado apenas pela "pobre" e "indigna" hipocrisia dos periodos eleitorais, como esse que se aproxima.
Eu sinceramente espero, que os olhos daqueles que absurdamente pedem "cautela", toda vez que o assunto é a falta de água em Assunção, e que contribuiram reforçando as mentiras pronunciadas nos palanques eleitorais, derramem lágrimas sobre essa leitura, não por ela, mas pela vergonha da pequena atitude de fazer tão pouco, diante de um problema tão grave que coloca Assunção no tempo da idade da pedra.