Nas eleições 2012 o eleitor de Assunção terá pela frente o desafio de forçar o debate entre os políticos sobre a dura situação de pobreza na qual o município está inserido, segundo dados do IBGE, os 3.522 assunçãoenses dividem uma incidência de pobreza que chega a 67.84%, um nível alto demais.
A falta de oportunidades está no topo da lista dos itens que ocasionam a pobreza, marcada pelo desemprego, Assunção não tem como agregar as vocações da sua população, a cidade vive do emprego público, das aposentadorias e do frágil comércio que sobrevive com as dificuldades.A falta de saneamento, principalmente água encanada, é outro problema grave, pois afasta a possibilidade de investimentos externos por parte de empresários que poderiam instalar pequenas industrias.
A gravidade do problema vai além da vaga sensibilidade que se tem até hoje, nenhum tipo de politica pública foi desenvolvida ao longo dos últimos 16 anos visando enfrentar a questão, foi como se ela não existisse, resultado, gestões passaram, estão passando, legislativos também, e a cidade continua pobre, sem grandes perspectivas.
É preciso ampliar o conceito de gestão pública, entendendo que cabe a municipalidade (gestores e legisladores) tornar a cidade agradável para os investimentos, criando leis e condições que incentivem o trabalho, o emprego e a renda. Os poderes públicos precisam criar um canal de comunicação com a economia da cidade, visando aquecê-la e desenvolve-la de forma criativa.
E vem a parte mais difícil, "sacar" que algumas ações apesar de oferecem imediato retorno politico, infelizmente são intempestivas, acontecem em momentos inapropriados, a frente de prioridades que poderiam gerar desenvolvimento sustentável.
Nessa eleição, pergunte ao seu candidato a prefeito e vereador como ele analisa essa questão e que contribuições ele irá oferecer, vote numa proposta, nos projetos e não apenas nas pessoas, ajude a mudar sua própria vida, a vida de sua família.