UEPB: Grupo de trabalho debate implantação de política nacional de resíduos sólidos nos municípios paraibanos

uepb-Grupo-de-trabalho-implantacao-residuos-solidos-1Com o pensamento no futuro, visando uma população com melhor qualidade de vida e vivendo em um estado ecologicamente correto, o Laboratório de Estudos em Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) – vinculado ao programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) – e a Editora Universitária (EDUEPB) realizaram na manhã desta quarta-feira (9), a primeira reunião de trabalho para analisar a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos na Paraíba.
 
Coordenada pelo professor Cidoval Morais, a reunião realizada no Auditório 3 do Centro de Integração Acadêmica, em Bodocongó, contou com a presença de alguns parceiros do projeto, como a juíza Rosimeire Ventura Leite, representante do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB); Everaldo Gomes e Paulo Luciano, representantes do Instituto Nacional do Semiárido (Insa); o professor da UEPB, Hermes Alves de Almeida; além de estudantes do Mestrado em Desenvolvimento Regional. O objetivo foi fazer um planejamento dos trabalhos a serem desenvolvidos pelo grupo ao longo do ano.

Inicialmente, o professor Cidoval fez a apresentação do projeto e destacou a importância da iniciativa, suas metas e seus desafios. Ele destacou que não basta um estado ter um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) alto e o Produto Interno Bruto (PIB) elevado para garantir o cumprimento do que prevê a lei nacional. Para o professor, é preciso pensar o desenvolvimento para além dos indicadores econômicos, levando em conta os investimentos em saúde, qualidade de vida e sustentabilidade.

Cidoval relatou que a UEPB tem procurado fazer a sua parte. Prova disso é que dos seus mestrados já nasceram duas importantes dissertações, sendo uma com temática voltada para a água doce e outra para a implantação das cisternas de placas. Segundo o professor, o projeto apresentado na reunião consiste no mapeamento do que já está existe nas prefeituras, no sentido da elaboração dos planos municipais de gestão de resíduos sólidos, além de criar condições de oferecer assessoria técnica e acompanhamento no processo de elaboração desses planos no contexto da política nacional e promover o debate no Estado sobre o tema.

Cidoval lembrou que as prefeituras têm até 2014 para apresentar e implementar os seus planos que, entre outros aspectos, impedem os municípios de manter os lixões e os obriga a investir em aterros sanitários através de consórcios ou projetos integrados. O foco da Política Nacional de Resíduos Sólidos é assegurar a gestão e distribuição dos resíduos sólidos conforme prevê a Lei. A proposta envolve três programas de Pós-Graduação da UEPB (Mestrado em Desenvolvimento Regional, Mestrado em Ecologia e Conservação e Mestrado em Ciência e Tecnologia Ambiental), juntamente com o Doutorado em Engenharia Ambiental.

Como fruto desse projeto, já foi assinado um convênio entre a UEPB e o TJPB. O tribunal cedeu o prédio onde funcionava o Fórum de Malta para ser usado pela Instituição como sede do projeto em um importante polo do Sertão. Ao todo, o projeto mobiliza 15 pesquisadores da Instituição, 10 alunos dos mestrados e doutorados, além de vários parceiros como o Insa, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Embrapa e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Representante do TJ, a juíza Rosimeire Ventura Leite elogiou a iniciativa e disse que o tribunal tem grande preocupação com o meio ambiente. Prova disso é que na gestão da desembargadora Fátima Bezerra foi implantada uma Comissão de Sustentabilidade que executa, entre outras ações, o projeto piloto de coleta seletiva realizado internamente com os servidores do Tribunal. O desafio é expandir o projeto para outras Comarcas.

Por sua vez, os representantes do Insa falaram de uma experiência que vem sendo desenvolvida em nove escolas de Campina Grande que compreendem seis bairros. O projeto consiste no incentivo de hortas comunitárias para reforçar a merenda escolar e na implantação de uma coleta seletiva. O material coletado é distribuído com as cooperativas de resíduos sólidos da cidade.

A missão dos parceiros, conforme explicou o professor Cidoval Morais, é acompanhar, através de estudos, avaliações, assessoramento, projetos de formação, intervenções pontuais de educação ambiental e a implantação da referida política nos 223 municípios paraibanos.

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