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ANTÔNIO MINERAL FINALIZA SEQUÊNCIA DE VITÓRIAS E FICA NA SEGUNDA SUPLÊNCIA

O deputado estadual Antônio Mineral que foi candidato a reeleição no último domingo não conseguiu exito e ficou numa modesta segunda suplência. 

Mineral, como ficou mais conhecido no mundo político, iniciou a carreira no pequeno município de Passagem no interior do sertão, onde foi eleito vereador, posteriormente em 1996 foi eleito prefeito de outro pequeno município sertanejo, Areia de Baraúnas. 

No ano 2002, Antônio Pereira Neto, nome verdadeiro de Mineral, conseguiu uma façanha incrível, sair de um município de pouco mais de 1500 eleitores para ser deputado estadual fazendo parte da coligação de Cássio Cunha Lima que foi eleito governador no mesmo pleito.  

Em 2006, com uma soma ainda maior de votos ele foi reconduzido ao cargo integrando o mesmo bloco partidário liderado pelos Cunha Lima. 

No ano 2010, Antônio Mineral, novamente é reeleito na eleição que fez Ricardo Coutinho governador recebendo apoio do PSDB.

A partir daí foi iniciada uma sequência de acontecimentos que foi diminuindo de forma rápida o capital político do deputado, primeiro os desentendimentos familiares que fizeram cair a base sólida de uma família formada por políticos, Mineral não conseguiu o ponto de equilíbrio o que ocasionou vários rompimentos dentro do próprio ambiente familiar. 

Depois veio a notória decadência política da família Balduíno, da qual ele faz parte. Eles perderam representação política em Passagem, Patos, Junco do Seridó, Assunção e Cubati, e por muito pouco não perderam a prefeitura da terra natal de Mineral, Areia de Baraúnas, toda essa junção ajudou a descapitalizar a atuação política do parlamentar.

Outros fatores ainda ajudam a explicar o declínio da liderança sertaneja. O mandato de Mineral foi apático, sem grandes repercussões, passados 12 anos no poder ele sairá do mandato sem deixar para a Paraíba um grande legado, sem ter implementado um grande debate, ou conseguido aprovação de um importante projeto de Lei de sua própria autoria, elementos que são importantes para a sociedade desse mundo dinâmico do século XXI.

Visivelmente mau assessorado o parlamentar deixou de lado os grande temas do Brasil, mobilidade, meio ambiente, água, esgoto e lixo, educação, cultura, esporte, entre outros. 

A presença do legislador praticamente não existia nas redes sociais, o que também prejudica a imagem de qualquer político dessa nova sociedade que se  encontra cotidianamente na rede mundial de computadores. 

Restou para Mineral marcar presença nas cidades através de eventos e outras manifestações. 

O ponto mais forte foi tentar associar a imagem as obras do governo de Ricardo Coutinho, o que poderia ter dado resultado se ele não tivesse rompido com o governador no apagar das luzes. Abandonar  Ricardo tão próximo da eleição pode ter sido entre todos, o maior erro do deputado tucano.  

O fato é que  Mineral vai fazer falta, talvez não na tribuna da Assembleia, mas certamente para as populações de vários municípios sertanejos que viam nele a presença de um político que apesar de tradicionalista, tem visão municipalista com atuação marcante nos pequenos municípios que normalmente são desprezados. 

Na situação atual Antônio precisa ajudar Cássio a ser eleito para que ele possa ocupar uma secretaria de estado ou mesmo reassumir o mandato num desses acordos políticos. Se tiver outra chance, quem sabe dessa vez faça as adequações necessárias para sobreviver dentro da moderna política brasileira que tem eleitores mais exigentes. 

Por Lázaro Farias        
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