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Pros decide apoiar Cássio, mas Major Fábio permanece neutro

Representantes do partido Pros na Paraíba anunciaram na manhã de ontem, na sede do partido, em João Pessoa, apoio no segundo turno à candidatura de Cássio Cunha Lima (PSDB) para o governo do Estado. No entanto, o candidato ao governo do Estado no primeiro turno, Major Fábio, informou que não vai seguir a decisão da legenda. Para o segundo turno, ele vai adotar uma postura de neutralidade.
“Temos no partido políticos que decidiram adotar um posicionamento no segundo turno. Nós sempre fazemos reunião aqui e sempre quem decide são os filiados ao Pros e eles disseram: nós queremos tomar uma decisão no segundo turno, eu disse que seria difícil pra mim tomar uma decisão”, disse Major Fábio.
Ele ressaltou que respeita a decisão do partido, mas levando em consideração os embates que travou no primeiro turno com seus adversários na disputa pelo governo do Estado, este não seria o melhor momento para escolher um dos dois candidatos que foram para o segundo turno. “Peço desculpas por não acompanhar o partido nesse instante. Porque eu tenho compromisso com a sociedade, porque eu fui para o embate há pouco tempo e está muito cedo para dizer à sociedade que nós temos um lado”, explicou, justificando que “os candidatos a deputado estadual, federal (pelo Pros) não foram para o embate olho a olho". Major esclareceu que sua postura de neutralidade no segundo turno tem o aval do diretório nacional e acrescentou que não irá se posicionar sobre o cenário político na Paraíba até a realização das eleições.
Apesar de não poder contar com o apoio do Major Fábio, Cássio Cunha Lima comemorou a adesão do Pros à sua candidatura e ressaltou que o apoio do partido será decisivo para sua vitória no segundo turno. “Temos vários pontos em comum para as mudanças que a Paraíba precisa. Na segurança, na educação, na saúde, no término de obras que já deveriam estar prontas. Todos os filiados do Pros estarão engajados nessa campanha, o que será decisivo para nossa vitória”, avaliou.
Em relação à neutralidade de Major Fábio, o tucano afirmou que encara com naturalidade. “O próprio Major Fábio explicou que acata a decisão do partido, mas ele individualmente não estará envolvido diretamente na campanha, para manter a coerência de críticas e observações que foram feitas. Mas também deixou claro que acata a decisão do partido em apoiar a nossa candidatura, o que é muito importante”.
O presidente estadual do Pros, Moisés Araújo, afirmou que o partido está unido em torno da candidatura de Cássio e garantiu que a legenda vai ter a mesma produtividade do primeiro turno, desta vez em benefício de Cássio. Para isso, ele destacou o apoio de 60 representantes das executivas municipais do Pros e 40 vereadores do partido.
TUCANO CRÍTICA ADESÕES NA GRANJA 
Ao receber a adesão do Pros, o candidato Cássio Cunha Lima criticou o uso da Granja Santana, residência oficial do governador do Estado, para anúncio de adesões e articulações políticas feitas pelo candidato à reeleição pelo PSB, Ricardo Coutinho. Para Cássio, a Granja Santana foi transformada em comitê eleitoral.

“A Justiça Eleitoral tem que coibir os abusos que estão sendo praticados nesse instante, com a utilização da Granja, com o Empreender, com a contratação dos 'codificados'. Nunca a máquina pública foi usada de forma tão descarada, de forma tão descontrolada em uma eleição como está sendo agora. Tenho certeza que a Justiça Eleitoral haverá de coibir esses abusos”, disse Cássio.
O advogado Fábio Britto, da coligação "A Força do Trabalho", rebateu as acusações de uso da máquina. “De maneira alguma a máquina pública participa da campanha eleitoral do candidato Ricardo Coutinho. Ao contrário, o zelo que se tem em separar a política da gestão tem sido de extremo rigor”. Quanto à questão do uso da Granja para a realização de encontros políticos, ele destacou que a própria lei das Eleições “reconhece a possibilidade do candidato à reeleição usar a residência oficial para encontros e reuniões pertinentes à própria campanha eleitoral, desde que não tenham caráter de ato público”.

jp
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