A mãe da estudante de 14 anos que foi atingida por três disparos de arma de fogo, na sexta-feira (21), na Escola Municipal Violeta Formiga, em João Pessoa, disse em entrevista à TV Cabo Branco que sua filha não namorava com o suspeito do crime, como está sendo investigado pela Polícia Civil. Segundo Dona Geane, apesar da mãe do suspeito ter contado que o filho era apaixonado por Maria Beatriz Souza Santana, ela não queria namorar com ele.
A adolescenteu morreu no Hospital de Trauma de João Pessoa, onde foi atendida e passou por cirurgia. O principal suspeito, que é considerado ex-namorado da vítima foi apreendido na tarde do domingo (23) e encaminhado para o Centro de Educação do Adolescente (CEA).
"Ela não era namorada do suspeito do crime, não. A mãe dele falou que ele era apaixonado pela minha filha, queria ficar com ela, mas Maria Beatriz, não queria. Ela estava esperando em Deus. Acho que ele pensou que como ela não seria dele, não poderia ser de mais ninguém. Na sexta-feira, após o assassinato, eu encontrei uma carta dela falando que havia sonhado com ela dentro de um caixão e me pedindo perdão. Apesar disto, eu peço que Deus abençoe a ele e a família dele”, disse a mãe da adolescente assassinada. Dona Geane contou ainda que a filha estava um pouco rebelde, mas considerou que isto era da fase da adolescência.
Conforme registro do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), o caso ocorreu por volta das 10h (horário local). Segundo informações da Unidade de Polícia Solidária (UPS) do bairro, o estudante entrou armado na escola e, na hora do intervalo das aulas, foi até a adolescente e disparou três vezes. Ela foi atingida pelos três tiros no abdômen e no tórax e levada para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.
A polícia investiga duas informações que podem ajudar a explicar o caso. De acordo com o superintendente de Polícia Civil na Região Metropolitana, Wagner Dorta, colegas da vítima e do suspeito contaram que eles já tinham namorado, mas a polícia também identificou que o jovem já foi detido por tráfico de drogas.
Segundo Dorta, o rapaz chegou a apontar a arma para a diretora-adjunta da escola, Sônia Aparecida, antes de conseguir fugir do local. Ela relatou que estava subindo para ver o que estava acontecendo, quando rapidamente se deparou com o suspeito do crime no portão. Sônia diz que após o crime, agora resta reunir forças e agradecer a Deus, por não ter presenciado uma tragédia maior. "Agora é reunir coragem para voltar à escola, e agradecer a Deus pela vida, e pelo estudante não ter feito outra loucura, outras vítimas, porque ele estava muito agitada querendo sair".
A diretora-adjunta ainda ainda disse que com isto, os pais dos estudantes da Escola estão assustados. "Na verdade é uma realidade que eles tem que realmente ter medo, afinal não sabemos bem das coisas que acontecer e que possam vir acontecer. Esperamos que a Prefeitura envie uma psicólogo para conversar com as crianças e com os funcionários. ”, disse Sônia Aparecida.