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Carlos Dunga alega inocência em condenação e desiste de renunciar à política

O deputado estadual Carlos Dunga (PTB) desistiu hoje de sua aposentadoria da vida pública, anunciada no ano passado, quando havia optado por não disputar a reeleição para o legislativo estadual. A novidade foi informada hoje na tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba quando o parlamentar se defendeu da  condenação sofrida na semana passada em ação que apontava seu envolvimento no esquema de corrupção batizado como “Máfia das Sanguessugas” ou das Ambulâncias.
Na sentença publicada no Diário Eletrônico do Tribunal Regional da 5ª Região, o parlamentar foi punido com perda do cargo público e dos direitos políticos por oito anos, tendo ficado proibido de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de dez anos. Também foram condenados na ação Vera Lúcia Pinto, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Darci José Vedoin.
Dunga reconheceu que uma ex-funcionária de seu gabinete teria recebido propina, através de depósito bancário, de um empresário da revenda de ambulâncias. Ele, contudo, diz que exonerou-a ao saber da irregularidade, não sendo convivente com o procedimento.
“Eu já tinha dito que ia renunciar à atividade política, mas agora não vou mais. Vou lutar para a minha absolvição no Tribunal Regional Federal em Recife e vou continuar sendo político. Tenho 40 prefeitos que são testemunha que não houve irregularidade. Os deputados Doda de Tião e Manoel Ludgério sabem que eu liberei recursos de maneira regular. Na época, eu fui à CPI, que não quis me ouvir. A Comissão de Ética nem quis receber minha defesa. Faz 15 anos esse processo e o Ministério Público da Paraíba achou que eu era conivente com a corrupção, me denunciou aqui na Paraíba e um juiz me condenou. Eu nunca fui ordenador de despesas, mas sou inocente e vou provar minha inocência e continuar na política”, disse.
Parlamento PB
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