Na edição desta terça-feira, o jornal Folha de São Paulo repercute o ´desfile´ promovido pela Polícia Militar em Patos, com os acusados de terem assassinado um policial a paisana.
Leia trechos da reportagem.
Um comboio de carros da Polícia Militar com sirenes ligadas e escolta de motos conduziu presos, em cima da carroceria, até a delegacia de Patos (a 266 km de João Pessoa), no sertão da Paraíba, no último sábado (6).
Os detidos foram transportados de pé e algemados. Eles são suspeitos de terem assassinado o cabo da PM Ubirajara Moreira Dias em um assalto na madrugada de sábado.
Segundo a polícia, 3.000 pessoas participaram do enterro do cabo "Bira", como era chamado o policial.
Ainda segundo a corporação, mais de 50 policiais, inclusive os de folga, ajudaram na captura dos sete envolvidos com o crime. Dois deles morreram na operação.
Apesar do aparato que chamou atenção da comunidade, a PM nega que tenha feito um "desfile com os presos". Diz que a atitude "mostra transparência na ação e condução dos suspeitos".
Para a professora do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da UFPB (federal da Paraíba), Maria de Nazaré Tavares Zenaide, a polícia errou ao exibir os suspeitos.
Segundo ela, a ação simboliza que eles já foram julgados culpados pelo crime antes mesmo do julgamento pelos órgãos competentes.
"O que a gente quer é que a lei seja cumprida", diz a educadora. "A gente entende a revolta deles. Mas eles não podem agir com emoção, precisam agir com razão."
Fonte: uol