Em frente ao prédio da Secretaria de Administração (SAD) e Secretaria de Finanças (Sefin) da Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG), no Centro de Campina Grande, os servidores da saúde realizam protesto e reivindicações contra o governo municipal.
O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste de Borborema (Sintab), Geovani Freire, disse que em torno de 2 mil servidores estão com as atividades paralisadas. Ele revelou que a categoria sofre com a falta de equipamentos de proteção individual (EPI) no trabalho.
– Tem faltado tanto EPI como um simples protetor solar para que um simples agente comunitário de saúde possa fazer suas visitas domiciliares. Há mais de um ano essa categoria não recebe protetor solar, bolsas e fardamentos. Os médicos, enfermeiros e técnicos também têm passado por problemas porque os termômetros das geladeiras não funcionam dificultando o serviço de vacinação. Também faltam fichas de procedimentos e desabastecimento de medicamentos nas farmácias básicas causando problema no atendimento – salientou.
O sindicalista ressaltou que o principal motivo da greve é o Plano de Cargos e Carreira, que, segundo ele, não está com os níveis e nem ascensões com titulações corrigidas levando alguns servidores a não ter direito à aposentadoria.
Sobre a previsão do término da greve, Geovani falou que o Sintab não foi notificado mesmo sendo declarada irregularidade do movimento pelo juiz Marcos Willian de Oliveira, na tarde de terça-feira (9) da semana passada.
Ele finalizou dizendo que não serão cessadas as negociações e que a categoria não deseja estar em greve.
– Queremos voltar a trabalhar, mas com condições que possam nos garantir um labor de forma adequada. Espero resolver esse impasse, até porque um dos prejudicados é a população que paga seus impostos. A culpa dessa greve não é do servidor, e sim pela inoperância de um plano que não funciona nessa cidade – concluiu.
Fonte: Lazaro/paraibaonline