Nesse dia 25 de
julho de 2015, Juazeirinho completa 58 anos de emancipação política. Data
relevante para o município, pois marca o dia em que Juazeirinho deixou de
pertencer ao território de Soledade, através por força da lei 1747 e decreto
1957. Joventino, governou o recém-emancipado município até a realização da
primeira eleição que só ocorreu em 1959, tendo como candidatos Genival Matias e Severino
Marinheiro, este último venceu as eleições.
A nossa reportagem
conversou com o Professor Josenildo Marques (Mestre em História Política na
UFCG) sobre a relevância dessa data do ponto de vista histórico, para ele “a
importância maior dessa emancipação politica nós podemos perceber na própria
independência que os moradores do local passam a ter para tomar os rumos,
administrativos, políticos econômicos e sociais do lugar, uma vez que a cidade,
diferentemente do distrito, possui autonomia para tomar suas próprias decisões,
a nível municipal. Sendo ela a sede administrativa do munícipio, passa a ter
liberdade para escolher uma pessoa que seja, juridicamente, residente no
próprio local que conhece de perto, pelo menos em tese, as necessidades do seu
povo.
A professora
de Geografia Izabelle Trajano (mestranda em “Cidade e Campo: espaço e trabalho”
na UFPB) também participou da conversa. Segunda ela, “antes de mais nada convém
destacar a diferença entre as data de aniversário da cidade e a data de
emancipação política. De maneira bem simples, podemos dizer que o aniversário
da cidade é quando se comemora o início do povoamento de alguma área, já a data
de emancipação política se remete ao dia em que um povoamento ganha o direito
de ter prefeitos e vereadores. Isso enche de esperança os corações dos moradores
porque se tem em mente que haverá prosperidade. No entanto, observamos que o
nosso município enfrenta grandes desafios. A data de hoje é um convite que nos
fazer refletir sobre o que mudou em nosso município desde a emancipação para
cá? Onde precisamos avançar? Juazeirinho é terra de gente do bem, batalhadora e
honesta, falta apenas um pouco mais de oportunidades, pois vivemos no semiárido
paraibano e precisamos mais de incentivos que viabilizem a convivência com esse
clima que possui como característica natural estiagens recorrentes, como a que
estamos passando nos últimos anos”. Ela finalizou lembrando que em 1994
Juazeirinho sofreu percas em seu território e na sua população, quando foram
criados os municípios de Assunção e Tenório.
Como destacam
os professores entrevistados, e como aparece na própria letra do hino oficial
do município, a nossa história desde a formação do primeiro povoado é composta
de muita luta, marcada pela esperança de um povo aguerrido, que mesmo diante
das dificuldades, tem renovado constantemente sua fé em dias melhores. O dia da
emancipação é um momento imprescindível, como aponta os professores, para refletirmos
sobre os caminhos que precisamos trilhar para vermos, de fato, um Juazeirinho
que atinja o patamar de um grande município.
Fábio Lira
Redação do cariri
