Rosa Lúcia é
Pedagoga, especialista em psicopedagogia e mestre em ciência da religião. Além destas
formações, possui o curso de libras e é tutora da UFPB (Universidade Federal da
Paraíba) na modalidade virtual do polo de Taperoá do curso de Letras com
habilitação em Libras. No momento, ela está atuando nas salas de AEE (Atendimento
Educacional Especializado) das escolas municipais Severino Marinheiro e João
Araújo (no Sitio Barra) da rede de ensino de Juazeirinho.
A nossa equipe
de reportagem esteve na sala de AEE do Severino Marinheiro e conversou com a
professora Rosa Lúcia. Durante a conversa, ela comentou sobre os avanços e
desafios em relação aos primeiros passos que Juazeirinho está dando na educação
inclusiva. Lembrou ainda que estas duas escolas tinham sido contempladas com a
sala de AEE e com a verba federal para equipá-la desde o ano de 2010.
A sala que
está sendo montada é multifuncional e entre os recursos adquiridos estão: computador
com teclado colmeia, jogos multifuncionais, bola suíça, tapete alfabético,
banda de música que veio do MEC com movimentos em braille e para deficientes auditivos, ábaco, Tangram, material
dourado, entre outros.
A professora
explicou que a sala é multifuncional e atende tanto os alunos com deficiências,
quanto os alunos que, estão acima da média, ou seja, aqueles que possuem altas
habilidades. Apenas no Severino
Marinheiro já estão sendo atendidos em torno de 16 alunos, fora os que estão
passando pelo processo de triagem. Segundo
ela, na referida escola há criança com: Síndrome de Down, paralisia, deficiência
visual, visão baixa, deficiência intelectual, dislexia, retardo mental e surdos.
Por isso, diante da demanda, precisa-se de mais profissionais capacitados e
comprometidos para atender ao público que está surgindo.
“Trabalhar com
criança especial requer muita preparação, muita paciência e também tem que ser
pessoas qualificadas”, afirmou Rosa Lúcia que terminou a conversa expressando
uma visão pouco conhecida sobre o Atendimento Educacional Especializado: “Aqui
não é uma sala de doente, muito pelo contrário, aqui é uma sala de pessoas que
precisam de acompanhamento, de ajuda, tanto para desenvolver as suas
capacidades, para desenvolver as suas potencialidades, como para receber uma
orientação”.
Fábio Lira
redação do cariri
