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O ÚLTIMO CRIME CONTRA O VEREADOR DEA - Por Zizo Mamede

Sobre o primeiro dos julgamentos dos assassinos do vereador Geraldo Caetano (Dea), duas perguntas se impõe, para que os acusados do crime brutal e seus amigos aqui na cidade não subestimem a população de Serra Branca.

A primeira questão é saber a quem interessa a tese alegada pelo homicida, de que teria cometido um crime passional, porque tinha uma relação homo afetiva com o vereador covardemente assassinado?
Essa invencionice grosseira e estúpida de crime passional, construída pelos advogados de defesa do réu confesso, interessa não ao próprio executor do assassinato, porque afinal, em nada lhe ajudaria no sentido de evitar a condenação no tribunal do júri. 

Qual seria a saída para o réu? Dizer que matou o amante? E pode? Pensou em instrumentalizar a homofobia difusa na sociedade para diminuir a sua culpa de assassino? 

O réu foi convencido a agir com essa mentira para livrar a cara de quem é acusado de ser o mandante do crime. – Coisa do tipo, “já que estais perdido, livra quem mandou e encerra o assunto”. 

Se a falácia do crime passional colasse, a questão se encerraria entre o assassino e o assassinado. Prevaleceria a tese de um crime sem mandante, só com o executor. No júri essa calúnia não colou.
A segunda questão é saber como os advogados de defesa chegaram a conclusão de que seria viável construir a tese do crime passional. Afinal, o assassino não tem nenhuma familiaridade, não tem amizades, não tem familiares em Serra Branca. 

Quem subsidiou os advogados do assassino com a história de uma alegada condição de homossexualidade de Geraldo Caetano? Por que caminhos os advogados do assassino e do motorista que dirigiu para o assassino no ato crime chegaram a essa ideia de alegar que teria sido um crime passional?

Dá para imaginar que pessoas lá do estado de Pernambuco teriam imaginação tão fértil para conceber essa tese de crime passional? Alguém acreditaria nisto? Com certeza a calúnia do crime passional contra Dea foi sugerida por pessoas próximas do cidadão que está sendo acusado de ter mandado matar o vereador serra-branquense. 

Quem sugeriu a construção da tese do crime passional muito provavelmente foi alguém do município de Serra Branca, com o claro objetivo de proteger o acusado de ser o mandante do crime. Advogados não criam teses do “nada”. 

Quem teve a ignominiosa inspiração de resumir a responsabilidade do crime ao assassino e ao motorista do assassino, para esconder livra o mandante, com certeza não vacilou em nem um momento, de investir contra o vereador já morto e sepultado. 

O infame serra-branquense que tentou prestar um serviço àquele seu amigo acusado de ser autor intelectual do crime, na verdade, atentou contra a memória de Dea. Tentou cometer um último crime, desta vez um crime não material, contra o vereador Dea.

Se esse essa tese de crime passional tivesse prosperado, seria como a última morte do vereador Dea. Esse crime também deu errado. Justiça seja feita.
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