Um fato curioso ocorreu esta semana em sessão do Poder Legislativo de Campina Grande.
A bancada de oposição se mobilizou para manter um veto do prefeito Romero Rodrigues, enquanto a bancada governista majoritariamente o derrubou.
O veto diz respeito à alteração promovida numa lei da década 1960.
Na ocasião, o governo municipal doou um terreno (bairro Jardim Tavares) para a construção da sede própria do Gresse (grêmio recreativo de militares).
O ato de doação estabelece que a eventual dissolução do clube social – como se consumou – implicaria no retorno do imóvel ao patrimônio municipal.
Uma proposta do vereador-presidente Pimentel Filho (PSD) anulou justamente essa devolução.
Houve o veto do prefeito, que não foi obedecido por sua bancada – o que, no mínimo, é muito estranho.
Igualmente estranha foi a postura do vereador Rodrigo Ramos (PDT), que se desgarrou dos colegas de oposição e votou pela derrubada do veto.
O fato é que a mudança na lei caminha para ser objeto de contestação junto ao Ministério Público e ao Judiciário.
Nos corredores da Câmara falava-se ontem que o citado (e valorizado) imóvel tinha sido vendido por ex-diretores do Gresse a um empresário campinense.
*fonte: jponline