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Impeachment foi acolhido enquanto Congresso aprovava nova meta fiscal com rombo de 120 bilhões

O impeachment foi acolhido na Câmara no momento em que o Palácio do Planalto comemorava a notícia, vinda do Congresso, da aprovação de uma nova meta fiscal, meta que permite ao governo terminar 2015 com um rombo enorme e, eventualmente, escapar de desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Palácio do Planalto mal teve tempo de comemorar a aprovação da mudança da meta fiscal. Deputados e senadores deram autorização para o governo fechar o ano no vermelho, com déficit de quase R$ 120 bilhões. Era necessária essa mudança para o governo não infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com isso, o governo volta a ter cerca de R$ 11 bilhões para pagar despesas básicas, como água, luz e seviços terceirizados. O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães, disse que recebeu ligação da presidente Dilma e do ministro Ricardo Berzoini para agradecer o empenho e aprovação da mudança da meta.

Mas antes mesmo da votação ser encerrada, o deputado Ônyx Lorenzoni anunciou que o presidente da Câmara estava dando entrevista dizendo que tinha aceito dar andamento no pedido de impeachment da presidente Dilma e a sessão terminou com clima tenso, que é como deve ser daqui em diante.

LF/jornaldaglobo
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