A decisão de digitalizar o registro do uso das vagas da Zona Azul foi tomada pela União Campinense de Equipes Sociais (Uces), Rede Nacional de Pessoas Vivendo e Convivendo com HIV-Aids – RMT+CG e Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes (FCD) como estratégia para enfrentar algumas das principais dificuldades de funcionamento do serviço na cidade.
Com a informatização, os motoristas devem pagar pelo serviço no momento que estacionarem seus veículos e não quando retornarem para fazer a retirada deles, como acontece atualmente. Ainda conforme as entidades, o valor do novo serviço continuará sendo R$ 2,00 e o tempo para os condutores ocuparem as vagas da Zona Azul permanecerá sendo duas horas.
O novo sistema também permitirá um maior controle das metas de produção dos operadores, evitando as tentativas do não registro da ocupação de vagas e ao mesmo tempo um controle maior da rotatividade de vagas porque estará também conectado e será monitorado pela Superintendência de Trânsito e Transportes (STTP).
Segundo o presidente da Uces, Fernando Jordão, o sistema prevê que os operadores que registram a ocupação das vagas vão receber smartphones e impressoras acopladas para emitir comprovantes para os motoristas e deverão passar por treinamentos. Também haverá um período de adaptação, antes do sistema passar a vigorar de forma integral, a partir de 28 de janeiro. Um aplicativo para celulares também será disponilizado para os usuários da Zona Azul, com capacidade de mostrar dados sobre o estacionamento do veículo e alertas sobre o encerramento do tempo limite de uso da vaga.
O superintendente da STTP, Félix Neto, disse que oficialmente não foi comunicado da mudança do sistema e que aguarda as entidades que gerenciam a Zona Azul apresentarem o funcionamento, as características e a capacidade dos programas de monitoramento do serviço.
Saiba mais
Nas ruas do Centro, os operadores da Zona Azul ainda desconhecem como o novo sistema vai funcionar. Para Carlos Alberto, 30 anos, uma das poucas mudanças da nova forma de registro é que o pagamento pelos usuários será antecipado. Rosana Silva, 35 anos, disse que a mudança trará rapidez ao serviço, mas sem uma fiscalização constante da STTP a rotatividade não irá melhorar.
LF