Os advogados de Luiz Inácio Lula da Silva iniciaram uma investigação própria em busca de provas que podem ser usadas na defesa do ex-presidente em processos da Lava Jato que ele responde.
A "investigação defensiva" de Lula solicitou documentos à Odebrecht e ao Ministério da Justiça, além de iniciar consultas na Suíça. Segundo seus advogados, o material poderia indicar a inocência do ex-presidente ou mesmo ilegalidades em investigações feitas pela Lava Jato. A força-tarefa do MPF-PR (Ministério Público Federal do Paraná) reitera a conformidade de suas práticas e provas apresentadas.
Por meio dessa investigação paralela, a defesa de Lula organiza uma ação para solicitar ao Ministério Público em Berna, na Suíça, o acesso aos arquivos originais do sistema de propinas da Odebrecht. Seus advogados dizem que a Lava Jato usou arquivos manipulados ao investigar Lula —a força-tarefa de Curitiba nega.
Procurado, o Ministério Público suíço disse que não abriu investigações sobre uma eventual modificação no uso das planilhas. A lei local permite que a parte interessada solicite acesso aos documentos da cooperação internacional. O MP suíço, porém, não esclareceu até o fechamento desta reportagem se tal acesso poderia ser garantido a Lula.
O ex-presidente foi condenado duas vezes pela Justiça Federal do Paraná em processos da operação: uma condenação pelo caso do Tríplex do Guarujá (SP) e outra por conta do Sítio de Atibaia, no interior paulista. Lula ainda responde a um processo em Curitiba por conta de supostas propinas ao Instituto Lula.
Lula alega ser inocente ante todas as acusações do MPF-PR. Nos dois processos em que foi julgado no Paraná, aliás, o ex-presidente ainda recorre a instâncias superiores do Judiciário para tentar reverter suas condenações.
UOL
